SEXTA, 14/09/2018, 08:51

A CBN Londrina conversou com um advogado e uma socióloga estudiosa na questão de gênero para esclarecer o tema e os direitos garantidos por Lei sobre o assunto

Ambos defendem que o debate nas escolas garante a proteção das crianças

Os estudos de gênero surgiram nos países da Europa e Estados Unidos na década de 1970. No Brasil, o assunto entrou nas Universidades na década de 1980.

A ideia inicial era compreender situações de violência de homens contra mulheres. Foi por conta desses estudos que foi criada a Lei Maria da Penha que pune os agressores de mulheres.

O tema foi se tornando abrangente e hoje, pesquisa também a situação da Comunidade LGBT em todo o mundo. A intenção é entender porque as pessoas LGBTs são agredidas e mortas. Estatísticas apontam que em 2017 foram 178 assassinatos no Brasil. Só no primeiro semestre de 2018, já foram registrados 100 casos.  Os casos são subnotificados.

Segundo representantes do Coletivo Escola Cidadã, formado por professores da Universidade Estadual de Londrina (UEL), da rede pública e privada de ensino, a escola, segundo a Constituição Brasileira precisa ser democrática e plural. Isso inclui condições de acolhimento para homens, mulheres, LGBT, pessoas negras, pessoas com necessidades especiais, etc.

A CBN Londrina conversou com a socióloga e pós-doutoranda do Programa de Pós-graduação em Sociologia da UEL, Lara Facioli, que fez uma análise da necessidade de se discutir questões sobre gênero nas escolas, desde cedo. A discussão no espaço da escola ajuda a proteger as crianças.

A socióloga acredita que o fato de outros municípios terem derrubado a Lei, Londrina também vai conseguir uma vitória na Justiça. Ela alega que muitas pessoas que participaram da sessão na Câmara,  que aprovou o projeto, não entendem o significado de gênero.

O advogado Henrique Barroso, que confirma a inconstitucionalidade do projeto de Lei aprovado pelos vereadores, também alerta sobre a necessidade de discutir a questão de gênero nas escolas. Ideia garantida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para preservar a integridade de grupos discriminados.

 

Por Marta Ortega

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