QUINTA, 02/07/2020, 18:37

AMEPAR apoia recurso de Londrina e também quer revisão de decreto estadual

Presidente da Associação avalia que é preciso respeitar as particularidades e os números da doença de cada município e diz que prefeitos da região também vão pressionar deputados para tentar reverter situação.

A reunião, mais uma vez realizada virtualmente na manhã desta quinta-feira, teve a participação de quase todos os 22 prefeitos. Na pauta do encontro da AMEPAR, Associação dos Municípios do Médio Paranapanema, o segundo em dois dias, mais uma vez a discussão do decreto estadual que determinou o fechamento das atividades não essenciais em todos os municípios que pertencem às regionais de saúde de Londrina e Cornélio Procópio.

Dessa vez, os prefeitos decidiram fazer um pedido oficial ao Governo do Estado para que revise o decreto. Na avaliação deles, que se basearam em dados fornecidos pela prefeitura de Londrina, com exceção do número de óbitos, a situação estaria sob controle e não justificaria as regras mais rígidas do decreto.

O presidente da AMEPAR e prefeito de Sabáudia, Hugo Manueira, acredita que os municípios da região estão fazendo o dever de casa e que é preciso respeitar as particularidades e os números da doença em cada deles.

O presidente da AMEPAR diz que os prefeitos dos municípios que registraram aumento de casos da Covid-19 já tinham adotado medidas mais restritivas, inclusive com a suspensão de algumas atividades.

De acordo com o Decreto, a fiscalização das regras cabe à PM e às guardas municipais. Mas, na AMEPAR, apenas Londrina tem Guarda Municipal.

O presidente da AMEPAR afirma que os municípios não têm estrutura física, nem humana para fazer a fiscalização e que, em função disso, os prefeitos decidiram encaminhar um ofício à Polícia Militar solicitando providências em relação ao cumprimento do decreto.

Segundo o prefeito, o ofício da AMEPAR solicitando a revisão do decreto, também vai chegar aos deputados estaduais, mais uma pressão para tentar reverter a situação atual.

De todos os 22 municípios que fazem parte da AMEPAR, apenas Primeiro de Maio avalia a possibilidade de montar uma barreira sanitária nas entradas da cidade. Sertanópolis e Bela Vista do Paraíso, por exemplo, afirmaram não ter estrutura para determinar a medida.

Por Marcos Garrido

Comentários