QUINTA, 27/08/2020, 08:30

Atendimento a crianças e adolescentes vítimas da violência é tema de reunião na Câmara

Levantamento mostra que em 51% dos casos o agressor  faz parte da família da vítima

As Comissões de Educação, Cultura e Desporto e de Defesa dos Direitos da Criança, Adolescente e Juventude da Câmara de Vereadores realizaram uma reunião pública remota para discutir o novo fluxo de atendimento a vítimas da violência.

A identificação passou a ser feita em quatro situações: por profissionais da saúde, relato espontâneo da vítima, denúncia pelo disque 100 ou para conselheiros tutelares e verificação por indicadores de violência contra crianças até 3 anos de idade.

Um sistema elaborado pelo Ministério da Saúde mede a gravidade do caso e, em seguida, a Rede Intersetorial de Proteção à Criança e ao Adolescente define as medidas necessárias e faz o acompanhamento da vítima e dos familiares. As situações mais graves são levadas até a Polícia Civil e ao Ministério Público.

O coordenador do Comitê Municipal de Violência contra Criança e Adolescente, Fabio Sato, explica os fatores levados em conta na hora de avaliar uma agressão.

Fabio ressalta, porém, que o sistema criado não representa uma fórmula exata, matemática, e que a sensibilidade de quem atende a ocorrência faz toda a diferença.
O Creas 3 é o centro de referência para atendimento de crianças e adolescentes vítimas de violência em Londrina. Em 2019, foram 429 casos acompanhados pelo centro, sendo 212 de violência sexual. De janeiro a maio deste ano, foram 156 novos casos, 68 de violência sexual. O perfil de vítimas mais frequente é de meninas entre 5 e 15 anos.

Os dados da Secretaria Municipal de Assistência Social mostram ainda que, em 51% dos casos, o agressor faz parte da família da vítima. Os pais ocupam o primeiro lugar, sendo o principal abusador em 14% dos registros, seguido do padrasto com 11%.

Por Marco Feltrin

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