TERCA, 26/01/2021, 15:42

Boca Aberta se apresenta e vai cumprir pena por perturbação de sossego em Londrina

Deputado federal foi condenado a 17 dias de prisão no regime semiaberto acusado de constranger funcionários de uma Unidade de Pronto Atendimento em janeiro de 2017. Antes de se apresentar no Creslon, parlamentar se disse perseguido e atacou servidores.

O deputado federal Boca Aberta, do PROS, se apresentou no final da manhã desta terça-feira (26) na sede do Creslon, o Centro de Ressocialização de Londrina, para cumprir a pena de 17 dias de prisão no regime semiaberto determinada pela Justiça. O parlamentar foi condenado por perturbação de sossego, acusado de constranger funcionários da Unidade de Pronto Atendimento do jardim do Sol, na zona oeste da cidade, em janeiro de 2017. Na época, Boca Aberta ainda era vereador e invadiu o espaço após receber supostas denúncias de que as equipes estariam burlando as escalas de plantão. Durante a investigação do caso, os servidores disseram que foram ofendidos e que se sentiram desrespeitados pelo parlamentar. Apesar da condenação, o agora deputado garantiu, em entrevista coletiva antes de se apresentar, que não estava arrependido. Ele também atacou os servidores que o denunciaram.

 

Boca Aberta se apresentou na companhia de um grupo de cinco advogados, e também da esposa, a vereadora Mara Boca Aberta, e do filho, o deputado estadual Boca Aberta Junior. O deputado deve passar pelo menos os próximos dois dias detido no Creslon. O período corresponde a um sexto da pena. Depois disso, a defesa do parlamentar vai apresentar um recurso na Justiça pedindo para que ele cumpra o restante da condenação, ou seja, 15 dias, em casa, sendo monitorado por uma tornozeleira eletrônica. O político, que já teve o mandato de vereador cassado e se envolveu em uma série de polêmicas nos últimos anos, se disse perseguido.

 

O coordenador regional do Departamento Penitenciário do Paraná, Reginaldo Peixoto, adiantou que, por ocupar uma função pública, Boca Aberta deve ser mantido em um setor separado dos demais detentos.

Por Guilherme Batista

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