QUARTA, 15/05/2019, 16:36

Câmara decide arquivar representação contra Mário Takahashi

Mesa Executiva avaliou que pedido não trouxe fatos novos e usava os mesmos argumentos que levaram à primeira Comissão Processante contra o vereador afastado. Legislativo avalia ainda outras quatro representações feitas contra políticos aqui da cidade.

A representação, feita por um cidadão londrinense, pedia a cassação do mandato do vereador afastado Mário Takahashi por suposta quebra de decoro parlamentar. O pedido foi arquivado pela Mesa Executiva da Casa, que entendeu não haver um fato novo que justifique mais um processo de cassação contra o vereador.

O presidente da Câmara, Ailton Nantes, do PP, destaca que a representação não seguia os critérios determinados pela legislação, que ninguém pode ser julgado duas vezes por um mesmo fato. Nantes avalia ainda que, os argumentos apresentados são iguais ou bem parecidos aos que fizeram com que o vereador fosse julgado, e absolvido, pelo Plenário da Casa, em setembro do ano passado.

Além de Mário Takahashi, o vereador Rony Alves, do PV, também passou pelo julgamento de uma Comissão Processante da Casa e também foi absolvido. Os dois seguem afastados do Legislativo da cidade desde fevereiro do ano passado, após a deflagração, pelo Gaeco, da Operação ZR 3, que investiga um esquema de cobrança de propina para alterações no zoneamento da cidade.

Outras quatro representações foram protocoladas este ano, três delas contra vereadores, e continuam tramitando na Câmara. A primeira, contra o vereador afastado Rony Alves, é de autoria do deputado federal Boca Aberta e, do filho dele, o deputado estadual Matheus Petriv, por conta da suposta ameaça do parlamentar à principal testemunha da Operação ZR3.

Rony Alves tem mais uma representação na Casa, protocolada pelo mesmo cidadão que fez o pedido arquivado agora pela Mesa Executiva contra Takahashi e que também foi o responsável por outra representação, dessa vez contra o vereador Amaury Cardoso, do PSDB, por conta da briga com Boca Aberta na avenida JK em março.

Para Aílton Nantes, as cinco representações em apenas quatro meses fazem parte do jogo democrático, mas acabam causando desgaste.

O último pedido de cassação de um político da cidade foi feito, no fim de março, pelo Movimento Brasil Livre contra o prefeito Marcelo Belinati, por suposta improbidade administrativa, por conta do aumento salarial dele, do vice-prefeito e dos secretários municipais.

Por Marcos Garrido

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