SEGUNDA, 10/06/2019, 19:33

Coordenador do Gaeco defende afastamento de Rony Alves e Mário Takahashi até fim da instrução do processo

Apesar disso, Jorge Barreto reconhece que situação dos dois parlamentares é diferente e que pode pedir nova prorrogação do afastamento de Rony Alves.

Rony Alves, do PTB, e Mário Takahashi, do PV, estão afastados da Câmara de vereadores desde 26 de janeiro de 2018 quando foi deflagrada a Operação ZR3, que apura supostos crimes de corrupção e organização criminosa em alterações no zoneamento urbano da cidade. O afastamento dos dois já foi prorrogado por três vezes. O último deles, por 180 dias, foi em 11 de março desse ano e só vence em setembro.

Mas, na semana passada Takahashi foi beneficiado por uma decisão do Tribunal de Justiça que lhe garantiu o retorno ao Legislativo. O que deve ocorrer nos próximos dias, já que o vereador afastado aguarda apenas que a Casa seja notificada da decisão da Segunda Câmara do TJ para retomar o mandato.

O Ministério Público não vai recorrer da decisão. Para o coordenador do Gaeco em Londrina, promotor Jorge Barreto, os dois vereadores deveriam permanecer afastados para não prejudicar a instrução da ação penal.

Apesar disso, o promotor reconhece que a situação dos parlamentares perante a justiça tem suas diferenças e destaca a prisão de Alves, no fim do ano passado, por suposta ameaça à principal testemunha da Operação. Barreto diz que, se necessário, o MP pode pedir mais uma prorrogação do afastamento do vereador.

Os interrogatórios das mais de 30 testemunhas de defesa do caso foram realizados em março desse ano. Entre os 13 réus da ação, estão, além dos vereadores, o ex-servidor da secretaria Municipal de Obras, Ossamu Kaminagakura, ex-membros do Conselho Municipal da Cidade e empresários da cidade. Os depoimentos dos 13 reús estavam agendados para 29 de maio, mas foram remarcados para agosto.

A reportagem não conseguiu contato com Maurício Carneiro, advogado de Rony Alves.

Por Marcos Garrido

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