QUARTA, 10/10/2018, 19:13

CPI de Rolândia conclui relatório de investigação sobre suposto esquema de propina na prefeitura

O documento será entregue ao Ministério Público e o processo pode culminar na abertura de uma Comissão Processante contra o prefeito afastado.

Comissão Processante de Inquérito (CPI) aberta pela Câmara de Vereadores de Rolândia ouviu pessoas envolvidas no processo e apresentou o relatório final. Ela apurou um possível crime de corrupção na prefeitura. O vereador Alex Santana diz que os parlamentares concluíram que o ex-chefe de gabinete do prefeito Luis Francisconi Neto, Vitor Garcia recebia 10% do valor dos contratos firmados com empresas na cidade.

Foram 120 dias de trabalho da Comissão. Segundo o vereador, o relatório final vai ser encaminhado ao Ministério Público (MP). Depois disso, a Câmara pode votar pela abertura ou não de uma Comissão Processante (CP) contra o prefeito afastado Luis Francisconi Neto.

O vereador afirma que encontrou provas contra o prefeito, apenas concluiu que o suposto dinheiro de propina era recebido pelo chefe de gabinete dele, no próprio gabinete.

A reportagem não localizou a defesa do ex-chefe de gabinete. E o prefeito afastado não atendeu as nossas ligações até o fechamento desta edição.

O caso investigado pela Câmara motivou a operação Patrocínio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). E nesta semana, foi entregue ao Tribunal de Justiça (TJ) a denúncia contra 19 pessoas. Segundo o Ministério Público (MP) elas fazem parte de um esquema de pagamento de propina em troca de favorecimento de empresas. Na lista, ex-secretários municipais, procuradores e o prefeito afastado de Rolândia Luiz Francisconi Neto.

Por Claudia Lima

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