SEGUNDA, 26/07/2021, 18:30

Em duas semanas, mais de 1.500 idosos que não tomaram a segunda dose da vacina da Covid já foram localizados pela Prefeitura

Apesar disso, busca ativa da Secretaria Municipal do Idoso ainda procura, por telefone ou indo até a residência, mais de 400 deles.

Quando a chamada busca ativa começou, há quinze dias, a cidade tinha 1.940 idosos acima dos 70 anos que não tinham tomado a segunda dose da vacina contra a Covid-19. A maioria deles tinha recebido a Coronavac, outra parte foi imunizada com a AstraZeneca e alguns poucos, que só buscaram a primeira dose depois, acabaram recebendo a da Pfizer.

A secretária Municipal do Idoso, Andrea Ramondini, avalia que o trabalho está surtindo efeito e conta que duas semanas depois do início da busca ativa, as equipes da pasta conseguiram encontrar e vacinar mais de 1.500 dos quase 2 mil idosos nessa faixa etária que não tomaram a segunda dose.

Entre os que não completaram a vacinação, tem gente que tomou a primeira dose lá em fevereiro e até hoje não apareceu para receber a segunda. A secretária diz que, na maioria das vezes, a ausência na vacinação não tem a ver com esquecimento, mas com problemas diversos, que vão desde a impossibilidade de sair de casa, por uma doença, ou mesmo por ter tomado a vacina da gripe recentemente.

Ramondini diz ainda que mesmo com um intervalo maior do que o recomendado pelos fabricantes entre as duas aplicações, a segunda dose deve ser tomada.

De acordo com os dados do cadastramento da Prefeitura, Londrina tem atualmente 96.494 idosos acima de 60 anos e mais de 73% deles já receberam as duas doses. De acordo com Andrea Ramondini, a campanha de vacinação da Covid e a necessidade de cadastramento junto ao Município teve também esse aspecto importante, a atualização dos dados da população idosa da cidade.

A secretária explica que a próxima etapa da busca ativa é exatamente para os que têm mais de 60 anos e não completaram a vacinação. Andrea Ramondini diz ainda que quando a busca ativa por telefone não funciona, as equipes vão até a residência da pessoa.

Por Marcos Garrido

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