QUARTA, 12/05/2021, 19:02

Entidades dos setores de serviço e turismo defendem retorno de atividades presenciais para idosos já imunizados

Segundo presidente da Abrabar, evento-teste pode ser realizado como forma de avaliar protocolos de segurança e eficácia das vacinas aplicadas na população.

O objetivo do projeto é avaliar viabilidade de um retorno mais consistente dos grupos que receberam as duas doses da vacina contra o coronavírus a espaços que faziam parte da rotina deste público antes da pandemia, como clubes, igrejas, bailes, praças esportivas e cinemas.

A proposta foi apresentada por meio de nota, assinada por diferentes entidades ligadas aos setores de serviço e turismo, como a Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas e a Confederação Nacional do Turismo.

As organizações avaliam que, passado o período de imunização, após as duas doses anti-covid, é preciso promover uma nova adaptação das atividades realizadas pelas pessoas que já foram vacinadas, mas seguindo ainda protocolos de segurança.

As entidades afirmam que consultaram o público-alvo que topou participar da iniciativa. Destacam ainda que o número de internações e casos graves da doença em idosos apresentou quedas significativas em estados onde o cronograma de vacinação está avançado.

De acordo com Fabio Aguayo, presidente do Sindicato das Empresas de Gastronomia, Entretenimento e Similares de Curitiba (Sindiabrabar) a realização de um evento-teste, na capital, está sendo estudada e, inclusive, espaços tradicionais da cidade já se colocaram à disposição para receber pessoas com mais de 60 anos.

Ele explica que o projeto quer incentivar o planejamento do retorno destas atividades, que até agora não possuem protocolos estabelecidos. Outra motivação do evento, segundo ele, é justamente verificar a eficácia das vacinas aplicadas na população.

Aguayo explica que a medida também é baseada em experiências relatadas em outros países, que tiveram sucesso na retomada de eventos com público vacinado. Ele afirma que a proposta está sendo apresentada a outras entidades paranaenses com intuito de levar o projeto para mais polos do estado, como Londrina e Foz do Iguaçu.

Ele diz que já entrou em contato com o prefeito Marcelo Belinati. Na avaliação do presidente da Abrabar, com adesão destes municípios, a pesquisa poderia contar com maior controle e estrutura de fiscalização para estabelecer parâmetros de segurança nestes eventos.

Fábio Aguayo afirma que o projeto já foi oficializado em secretarias municipais do Paraná e defende que a própria vacina garante que o evento seja seguro. No entanto, ele destaca que parte considerável dos trabalhadores do setor de serviço é mais jovem e pode demorar para ser imunizada. Por isso, a fiscalização destes locais precisa ser rigorosa.

O presidente do Sindiabrabar considera que o principal protocolo de segurança adotado seria a apresentação do certificado de vacinação dos idosos. Ele diz ainda que a iniciativa deve ser acompanhada por autoridades sanitárias durante os testes e também para um monitoramento dos resultados em uma etapa seguinte.

Apesar de a nota divulgada pelas entidades propor que o evento seja realizado ainda neste semestre, Aguayo avalia que é mais provável que o teste aconteça na segunda metade do ano.

Uma iniciativa semelhante foi realizada na última semana na cidade de Pato Branco, no sudoeste do estado, quando 375 pessoas se reuniram em um evento, acompanhado pela Secretaria de Saúde do município para testar protocolos de prevenção ao coronavírus.

O secretário estadual de Saúde Beto Preto comentou o episódio, lembrando que o Paraná continua com altas taxas de ocupações nos hospitais e destacou que ainda não é hora para bailes.

Por Victor Assis

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