SEGUNDA, 03/08/2020, 18:35

Governo do Paraná prevê retorno das aulas da rede estadual para setembro

Para Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do estado as aulas presenciais devem ser suspensas nesse ano. Segundo presidente da categoria não existe condições do retorno.

O governo do estado anunciou que prevê de forma escalonada o retorno das atividades acadêmicas presenciais na rede estadual de educação em setembro.

A medida funcionaria da seguinte forma: as turmas seriam dividas em duas, uma parte tem aulas presenciais uma semana e a outra faria as atividades remotas.  

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do estado, Hermes Leão, a categoria se opõe ao retorno das atividades presenciais.

Não é possível manter alunos e professores em sala de aula diante da pandemia e dos casos crescentes.

Nossa reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da SEED, para comentar o argumento da APP Sindicato em não ter condições de retorno das atividades e fomos respondidos com uma nota.

“A Secretaria de Estado da Saúde informa que integra o comitê que discute o retorno presencial das aulas, que é composto com outros representantes do Governo.

O debate vem sendo feito a partir de avaliação dos protocolos de segurança e viabilidade. Não há, no momento, nenhuma previsão de data para esta retomada. A Sesa, até o momento, não marcou qualquer dia para que as atividades presenciais sejam novamente efetivadas no Paraná.

O tempo para tal cenário é da evolução epidemiológica, ou seja, assim que houver condições de segurança para alunos, professores, funcionários e colaboradores.”

Em outra nota oficial pública a Secretaria Estadual de Educação e Esporte informou que:

“Circula na internet um documento não oficial sobre o protocolo para retorno das aulas presenciais. O material divulgado, que tem trazido confusão entre os pais de alunos, estabelece uma série de critérios que não constam no documento original. O termo original de retorno não expõe alunos, professores e as famílias diante do novo Coronavírus. Também não repassa a responsabilidade do envio do aluno à família.”

Por Bruno Carraro

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