QUARTA, 08/02/2017, 18:40

Grandes redes de farmácias registram crescimento de 11% em 2016

Estimuladas pelo aumento nas vendas dos genéricos, principais redes de varejo do país faturaram quase R$ 40 bilhões no ano passado.

Na contramão da crise, as grandes redes de farmácias do país mantiveram um crescimento considerável no ano passado. De acordo com a Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias, Abrafarma, as 27 redes associadas movimentaram quase R$ 40 bilhões em 2016, um aumento de 11% no faturamento em relação a 2015. Desses R$ 40 bilhões de faturamento no ano passado, R$ 27 bilhões vieram das vendas de medicamentos. E pra alcançar esses números o setor buscou se planejar e ampliar a quantidade de lojas. Para o presidente executivo da Associação, Sérgio Barreto, o setor, por trabalhar com produtos de primeira necessidade, sofre menos que outros segmentos da economia em momentos de recessão.

E os genéricos tiveram grande influência nesse bom resultado do varejo farmacêutico, movimentando mais de R$ 4,5 bilhões em 2016. Um aumento de quase 14% em relação a 2015. A explicação está justamente na crise e na falta de dinheiro.

Mas o presidente da Abrafarma revela que o Brasil ainda está muito longe de outros países quando o assunto é medicamento genérico. Nos Estados Unidos, a venda de genéricos representa 80% das vendas do setor. No Brasil, o número é de aproximadamente 30%. Sérgio Barreto diz que o brasileiro, de maneira geral, ainda fica receoso na hora de comprar o genérico. E acrescenta que falta investimento do governo para divulgar os benefícios dele.

De acordo com o presidente da Abrafarma, uma pesquisa feita pela Associação há dois anos revelou que 53% das pessoas em tratamento de alguma doença abandonam o tratamento entre os três e os seis meses. Para Sérgio Barreto, o genérico tem um papel social e deveria ser mais divulgado.

Segundo o presidente da Abrafarma, a diferença média de preço entre um medicamento de marca e o genérico no Brasil pode chegar a 40%.

Por Marcos Garrido

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