SEGUNDA, 10/08/2020, 19:10

Julho registrou crescimento generalizado dos números na Delegacia da Mulher

Para delegada, aumento das prisões e dos pedidos de medida protetiva refletem flexibilização do distanciamento social e maior circulação das pessoas.

O levantamento considera o número de pedidos de medidas protetivas de urgência e das prisões em flagrante por descumprimento das medidas entre março e julho de 2020. O balanço é feito com base nas ocorrências registradas pelo 5º Batalhão da PM, pela 4ª Cia Independente e também pela quantidade de medidas protetivas solicitadas no período. Segundo a Polícia Civil, nos primeiros levantamentos, feitos em março e abril, não foi registrado, por exemplo, aumento significativo no descumprimento das medidas. Mas, em maio o crescimento das prisões por esse motivo chegou a 200%, foram oito a mais, em alguns casos associada também a outros crimes.

No mês seguinte, junho, os números se inverteram e houve uma queda radical nas prisões em flagrante envolvendo o descumprimento de medida, também de 200%. Em relação às demais prisões em flagrante, a Polícia Civil também registrou queda em junho. Por outro lado, o mês teve aumento na solicitação de medidas protetivas de urgência, que, desde o início da pandemia, vinham apresentando redução nos pedidos.

A diferença em relação a julho, explica a titular da Delegacia da Mulher, Magda Hofstaeter, é que o mês registrou um crescimento generalizado dos números. Para a delegada, reflexo da flexibilização das medidas de distanciamento social e da maior circulação das pessoas.

No caso das prisões em flagrante por descumprimento de medida protetiva, por exemplo, o aumento chegou a 225%. As outras prisões em flagrante, segundo Magda Hofstaeter, também registraram crescimento dos números.

A delegada avalia que ainda é cedo para se falar em tendência de aumento, mas diz que o crescimento dos números, após 5 meses de pandemia, exigem uma atenção maior, principalmente no que diz respeito à fiscalização do cumprimento das medidas protetivas.

Os dados foram obtidos a partir dos registros feitos no sistema da Polícia Civil em relação às ocorrências registradas junto à Delegacia da Mulher de Londrina e na Central de Flagrantes da 10ª Subdivisão Policial.

Por Marcos Garrido

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