SEGUNDA, 22/02/2021, 16:34

Leitos de enfermaria Covid atingem ocupação de 144% no HU, e superintendência já admite possibilidade de rede de saúde entrar em colapso em Londrina

Somente no final de semana, 60 novos pacientes com suspeita da doença deram entrada no hospital, a principal referência para o tratamento do coronavírus na região.

A taxa de ocupação dos leitos Covid não para de subir no Hospital Universitário de Londrina. O índice atingiu os 144% no final de semana, quando 60 novos pacientes deram entrada na unidade com suspeita de coronavírus. Foram 32 no sábado e 28 no domingo. Para dar conta da demanda crescente, o HU, que é a principal referência para o tratamento da doença no norte do estado, teve que acomodar parte dos doentes nos chamados leitos gerais, fora da ala exclusiva para os infectados pela Covid-19. A superintendente do Hospital Universitário, Vivian Feijó, alerta que, se a situação continuar piorando, o hospital vai ficar, mais cedo ou mais tarde, sem condições de receber mais pacientes, o que faria a rede de saúde entrar em colapso na cidade.

 

Vivian destaca ainda que os profissionais do hospital estão esgotados, trabalhando sem folga praticamente desde o início da pandemia.

 

Ela também cobrou uma melhor distribuição dos doentes entre o HU e o Hospital do Coração, que concentra 40 leitos SUS exclusivos para pacientes Covid na cidade.

 

Enquanto as equipes do HU se desdobram, uma parcela considerável da população continua vivendo normalmente. É como se a pandemia de coronavírus já tivesse acabado. No final de semana, a Guarda Municipal precisou fechar quatro festas em Londrina. As grandes aglomerações também se multiplicam pelas cidades da região.

 

Apesar do descontrole, a prefeitura descarta endurecer as medidas de restrição relacionadas ao coronavírus em Londrina. Comércio, bares, restaurantes e até as áreas de lazer continuam funcionando normalmente na cidade. Somente as escolas seguem com as atividades presenciais suspensas. A superintendente do HU destaca que não cabe a ela definir o nível das restrições, mas alerta que alguma coisa precisa ser feita para conter o avanço do coronavírus na região.

Por Guilherme Batista

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