SEXTA, 23/08/2019, 18:49

Londrina registra mais um mês de saldo negativo e perde 218 vagas de empregos formais

Das cinco cidades da Região Metropolitana, somente Ibiporã e Rolândia apresentaram saldo positivo em julho.

No país, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, Caged, divulgado nesta sexta-feira pelo Ministério da Economia, registrou a criação de quase 44 mil novas vagas formais de emprego em julho. O resultado do mês ficou abaixo das estimativas de alguns especialistas, que projetavam a abertura de mais de 45 mil postos.

Se no país o saldo foi positivo, nas cinco principais cidades da Região Metropolitana de Londrina, segundo o Caged, o estoque de emprego formal totalizado, em julho, apresentou saldo negativo de pouco mais de 200 postos de trabalho. No mês foram 8.823 contratações e pouco mais de 9 mil desligamentos.

O município de Londrina também registrou saldo negativo de 218 vagas de trabalho com carteira assinada em julho. Apesar desse resultado, registrado também nos dois meses anteriores, o saldo de 2019 ainda é positivo. Foram criados até agora aqui na cidade este ano, 884 postos de trabalho. Quando considerados os cinco municípios da Região Metropolitana, o saldo de 2019 também é positivo, com pouco mais de 2 mil vagas com carteira assinada criadas.

O economista e professor da UTFPR, Marcos Rambalducci, avalia que os números de julho refletem a dificuldade que a economia londrinense enfrenta na retomada dos postos de trabalho perdidos com a crise e com isso vem perdendo a gordura acumulada nos primeiros meses de 2019.

O único setor a criar um número de vagas em julho que mereça destaque aqui na cidade foi a construção civil, que registrou saldo positivo de 105 postos. 

E o setor que mais emprega em Londrina, o de serviços, foi justamente o que mais perdeu, e fechou o mês com saldo negativo de 298 vagas. Rambalducci diz que esse dado tem um impacto forte na economia de Londrina.

Das cinco cidades da Região Metropolitana de Londrina, somente Ibiporã e Rolândia apresentaram saldo positivo.

O economista destaca que Londrina, Cambé, Rolândia, Ibiporã e Arapongas representam mais de 80% da população e 84% do PIB dos 25 municípios que fazem parte da Região Metropolitana.

Por Marcos Garrido

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