SEXTA, 24/05/2019, 16:09

Mãe de Eduarda fala sobre a morte da filha e divulga arquivos da família, a garota de 11 anos foi estrangulada e assassinada, o pai é suspeito de cometer o crime

A ação ocorreu há um mês, o corpo da menina foi encontrado enterrado e amarrado nos fundos de uma propriedade do pai.

Esse é o áudio de um dos vídeos divulgados pela mãe de Eduarda Shigematsu, garota de 11 anos que morava em Rolândia e foi encontrada morta no dia 28 de abril.

A polícia ainda investiga a morte da menina.

O crime aconteceu exatamente há um mês e só agora a mãe da garota resolveu falar sobre o caso.

Jéssica Pires de Souza, mãe de Eduarda enviou um vídeo por meio do advogado contando um pouco da história do que tem vivido nessas últimas semanas depois da morte da filha e como foi o processo de separação para entregar a guarda para avó. Fotos e vídeos de arquivos pessoais da família também foram disponibilizados.

A garota foi encontrada no dia 28 de abril e Ricardo Seidi, pai de Eduarda, confessou ter enterrado o corpo da própria filha, mas não assume ter matado.

Um laudo do Instituto de Criminalística aponta que a garota foi morta por esganadura.

Ela foi encontrada com um saco plástico na cabeça, e com pés e mãos amarrados.

O Caso que chocou a região norte do estado.  Ricardo Seidi foi preso no dia em que o corpo da garota foi encontrado, já a avó de Eduarda foi presa dias depois, suspeita de participação na ação.

Avó e neta moravam em uma dependência nos fundos da residência de Seidi. Ainda de acordo com o depoimento de Seidi à polícia, a avó já sabia da morte da garota quando foi à polícia notificar sobre o desaparecimento da garota. Por isso o pedido de prisão preventiva da avó. 

De acordo com o delegado Bruno Rocha, o caso tem mais de 100 mil páginas para ser analisada até o dia 29 de maio, quarta-feira, quando o inquérito precisa ser concluído, o delegado não dá detalhes da investigação e nem se manifesta sobre o que será feito à partir da conclusão do inquérito e o fim do prazo da prisão preventiva.

O advogado, Hugo Zuan Esteves, que representa a mãe de Eduarda se manifestou em nota sobre alguns depoimentos da avó:

“Apesar de não ser conveniente qualquer avaliação sobre o mérito dos fatos (autoria e motivação dos delitos), porquanto as investigações ainda não foram concluídas, lamenta as declarações da defesa da investigada Terezinha, no sentido de que Eduarda sofria maus-tratos pela mãe. Além de falsa, essa declaração representa claro subterfúgio da defesa, a desviar o foco das investigações, pois a mera análise cronológica dos fatos amplamente divulgados demonstra ser improvável que Terezinha, ao menos, não soubesse do ocorrido.”

As fotos e vídeos de arquivos pessoais da família disponibilizadas pela mãe de Eduarda, estão em nossas redes sociais.            

Por Bruno Carraro

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