QUINTA, 13/02/2020, 19:23

Mais quatro mortes por suspeita de dengue são investigadas em Londrina

Entre elas, está a da mulher de 36 anos que faleceu na cidade na segunda-feira. Secretaria de Saúde criou comitê para padronizar o atendimento dos infectados e, assim, evitar com que os sintomas evoluam para um quadro mais grave.

A Secretaria Municipal de Saúde iniciou nos últimos dias a investigação de quatros mortes que podem ter sido causadas pela dengue em Londrina. A informação foi divulgada nesta quinta-feira no boletim semanal da doença. Todas as mortes aconteceram neste mês, segundo a secretaria. A primeira delas, de um homem de 95 anos, hipertenso, no último dia 3; a segunda, de uma mulher de 36 anos, e a terceira, de um homem de 44 anos, na última terça-feira; e a mais recente, de um homem de 45 anos, na quarta-feira.

A da mulher de 36 anos, identificada como Maria Sacramento da Silva, já tinha sido antecipada pela CBN justamente no dia da morte dela. A reportagem, inclusive, conversou com o marido da vítima, que confirmou que ela apresentou os sintomas da doença na segunda-feira da semana passada, e, desde então, recebeu tratamento no posto de saúde do conjunto Maria Cecília, no Hospital da Zona Norte e, por fim, no Hospital Universitário, onde ela veio a falecer.

Na entrevista, o esposo de Maria disse, ainda, que o tratamento oferecido pela rede pública de saúde poderia ter sido melhor. Em entrevista coletiva nesta quinta-feira, a diretora de Vigilância e Saúde do município, Sônia Fernandes, disse que ainda é muito cedo para afirmar se houve algum tipo de falha ou negligência no atendimento da mulher. Ela garantiu que o caso vai ser analisado de forma detalhada, e que o município tem buscado frequentemente formas para melhorar o atendimento dos doentes.

A mais atual, segundo Sônia, envolve a criação de um comitê, com a participação de infectologistas da secretaria, da 17ª Regional de Saúde e do Hospital Universitário, que terá o objetivo de padronizar o tratamento dos infectados e, assim, evitar com que os sintomas evoluam para um quadro mais grave.

Outra medida já adotada, segundo o secretário municipal de Saúde, Felippe Machado, é a divisão de tarefas entre os hospitais secundários e terciários da cidade. Assim como a CBN já havia antecipado, o HU virou referência para o atendimento de pacientes com dengue em estado grave, enquanto que os hospitais da Zona Norte e da Zona Sul vão ficar responsáveis por atender situações intermediárias, de doentes que precisam de hidratação e um acompanhamento menos complexo. Já os postos de saúde e as UPAs, segundo o secretário, vão atender pessoas com os sintomas iniciais de dengue e, se necessário, fazer o encaminhamento para algum dos hospitais.

Por Guilherme Batista

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