QUINTA, 13/09/2018, 10:03

Mário Takahashi presta depoimento na CP da Câmara de Vereadores

O vereador afastado Mário Takahashi (PV) está sendo ouvido hoje pela Comissão Processante (CP) da Câmara de Vereadores. Rony Alves (PTB), que também está afastado do cargo, acompanha o depoimento do colega e pode fazer questionamentos. 

O advogado de Takahashi, Anderson Mariano, entrou com um novo mandado de segurança, na 1ª Vara de Fazenda Pública de Londrina. Na ação, ele pede “o reconhecimento da decadência do processo de cassação de mandato”. A defesa alega que o prazo terminou no último dia 31. Por isso, pede a “suspensão da tramitação do processo de cassação de mandato em trâmite na Câmara Municipal de Londrina até que se aprecie o mérito do mandado de segurança”.

Mas, o juiz Marcos José Vieira já negou a liminar. O advogado disse que vai recorrer da decisão do magistrado. 

Os trabalhos da Comissão estão suspensos, por determinação judicial, desde o dia 17 de agosto. O primeiro relatório da CP concluiu que houve quebra de decoro parlamentar por parte dos dois. 

A primeira sessão de julgamento, marcada para o dia 20 de agosto foi suspensa após uma decisão liminar do Tribunal de Justiça (TJ-PR), atendendo a um pedido da defesa de Takahashi, que alegou que as testemunhas arroladas por ele haviam sido dispensadas pela comissão. 

Ainda por decisão da justiça, que pediu para que a CP voltasse a fase do interrogatório, ele prestou depoimento um dia depois. E em seguida, a defesa de Alves pediu o cancelamento do depoimento do colega. A alegação, aceita pela 2ª Vara de Fazenda Pública de Londrina, é de que ele não reconheceu como válida a forma de notificação feita pela Câmara, que usou o e-mail para convocá-lo para acompanhar essa oitiva. Por isso, Takahashi foi convocado novamente. Como Alves não compareceu, a oitava de Takahashi foi remarcada para esta quinta-feira. 

Os vereadores estão afastados do cargo desde janeiro, quando foi deflagrada a operação ZR3, que investiga um suposto esquema de pagamento de propina em troca de alterações no zoneamento de áreas na cidade. Eles negam as acusações. O período de afastamento foi prorrogado e vai até janeiro do ano que vem. 

A sessão de julgamento tem que acontecer até terça-feira, quando termina o prazo da CP. A sessão pode terminar na cassação dos mandatos dos dois parlamentares.

Por Claudia Lima

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