QUINTA, 25/02/2021, 18:56

Ministério Público questiona medidas de prevenção à Covid-19 nos ônibus de Londrina

Com hospitais lotados, promotoria quer saber quais procedimentos foram adotados para higienizar veículos e evitar aglomerações.

Após receber reclamações a respeito de falta de medidas contra o coronavírus no transporte coletivo de Londrina, o Ministério Público, por meio da Promotoria de Defesa do Consumidor, realizou um procedimento administrativo em que pede às empresas Londrisul e TCGL, responsáveis pelo serviço, que informem quais procedimentos estão sendo adotados para enfrentamento e prevenção à Covid-19 nos ônibus da cidade.

De acordo com o promotor Miguel Sogaiar, o pedido também é direcionado à Companhia Municipal de Trânsito e Urbanismo (CMTU), encarregada de administrar e fiscalizar o sistema de transporte público.

O ofício ainda busca saber se a quantidade de veículos fornecidos pelas empresas é o suficiente para que não haja aglomerações. O doutor considera que a atual situação epidemiológica de Londrina não apresenta condições favoráveis para que a frota de ônibus seja reduzida. Ele afirma que a ação busca colaborar para que as medidas de prevenção sejam cumpridas e se tornem eficazes no combate à pandemia no município.

 

Além do questionamento sobre o número de ônibus que circulam na cidade e atendem à população, outras duas perguntas foram encaminhadas às companhias. Sogaiar explica que o Ministério Público também quer saber quais foram os procedimentos adotados para higienização dos veículos, além das medidas de fiscalização para evitar as aglomerações.

O promotor indica que o transporte público pode representar um risco para contaminação da Covid-19. No entanto, ele destaca que a principal preocupação continua sendo com eventos não relacionados a trabalho, como festas e encontros.

 

Sogaiar considera, no entanto, que conscientizar a população sobre os cuidados que o momento exige é fundamental. Em especial, o público jovem. Para o promotor, se não houver apoio da sociedade em relação às medidas propostas, a situação da pandemia em Londrina pode se agravar.

 

As empresas notificadas e a CMTU têm o prazo de quinze dias para se manifestarem. Em nota, a CMTU informou que recebeu o ofício encaminhado pela promotoria e que vai responder o quanto antes.

O órgão ainda afirma que, ao lado das empresas de transporte público, vem cumprindo as medidas de segurança e higienização necessárias para garantir segurança aos usuários do serviço, desde o início da pandemia.

Até o fechamento da matéria, não conseguimos contato com as empresas que prestam o serviço de transporte público em Londrina.

Por Victor Assis

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