QUINTA, 10/01/2019, 18:01

Norte e noroeste do Estado em alerta com avanço da dengue

Dados da Secretaria de Saúde de Londrina mostram estabilidade nos últimos dois anos, mas diretora de Vigilância em Saúde afirma que é justamente no primeiro semestre que o número de casos da doença aumenta, e muito.

No primeiro boletim semanal da doença, divulgado esse ano, foram registrados 129 casos de dengue em 33 municípios do estado, desde agosto do ano passado. A maioria deles, 86, em cidades das regiões norte e noroeste. Em Uraí, que fica a 56 quilômetros de Londrina, foram confirmados 33 casos. O município ficou em primeiro lugar no estado. Na 18ª Regional de Saúde, de Cornélio Procópio, que abrange 21 municípios, foi registrado o maior número de casos confirmados, 37.

Em Londrina, segundo a Secretaria Municipal de Saúde foram 11 casos desde agosto de 2018. Dos 36 registrados no ano todo, 25 foram confirmados nos primeiros sete meses. Em 2017 foram 34 casos.

A situação, pelos números, é de relativa estabilidade na comparação entre os últimos dois anos, mas a diretora de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal, Sônia Fernandes, explica que os casos tendem a crescer após alguns anos de bons números e alerta ainda que é justamente agora, no primeiro semestre, com o calor e a chuva, que o mosquito se reproduz mais rapidamente e os índices de infestação e as confirmações de casos aumentam, e muito.

A diretora de Vigilância em Saúde destaca que o último Liraa, levantamento que determina o índice de infestação do mosquito, foi de 5,4% em Londrina. Número considerado bastante alto.

Além da dengue, o Aedes Aegypt também transmite a febre chikungunya e o zika vírus. A principal preocupação agora, segundo Sônia Fernandes, é com a possibilidade de uma epidemia de chikungunya, uma doença mais incapacitante e que pode deixar seqüelas pro resto da vida.

Fernandes diz que o risco é maior por conta das férias e da maior circulação de pessoas entre as diferentes partes do país.

Até agora, Londrina registrou a circulação do tipo 1 do vírus da dengue. Segundo a diretora da Secretaria de Saúde, uma possível entrada do tipo 2 do vírus na cidade também poderia representar um aumento no número de casos, já que mesmo quem é imune ao tipo 1, pode ser infectado.

Por Marcos Garrido

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