SEXTA, 27/03/2020, 20:00

Novo boletim da Sesa confirma duas primeiras mortes pelo coronavírus no Paraná

A mulher de 54 anos e o homem de 84, os dois moradores de Maringá e que já tinham outras doenças, morreram entre a quarta e a quinta-feira.

Foi o próprio secretário Estadual de Saúde, Beto Preto, que anunciou, no início da noite desta sexta-feira, as duas primeiras mortes pela COVID-19 no Paraná. Um homem de 84 anos que começou a apresentar os sintomas da doença no dia 15 de março, foi internado em um hospital particular de Maringá e faleceu nesta quinta-feira.

A filha dele tinha viajado para a Espanha e retornou ao Brasil já doente, sendo confirmada para coronavírus no dia 18, com quadro clínico leve e em isolamento domiciliar até agora. Por causa do contato com a filha, ele passou a ser considerado um caso suspeito.  

A segunda morte foi de uma mulher de 54 anos que viajou para João Pessoa na Paraíba, passou por São Paulo e retornou ao Paraná em 11 de março. Os sintomas começaram três dias depois, a mulher foi internada em um hospital particular de Sarandi no dia 20 e morreu na quarta-feira, 25.

O secretário Beto Preto reafirmou o compromisso com a transparência na divulgação das informações relacionadas ao coronavírus e lamentou as mortes das duas pessoas, que, segundo a Sesa, já tinham doenças crônicas.

O boletim da Sesa confirmou ainda 19 novos casos da doença no estado, incluídas as duas mortes anunciadas nesta sexta-feira. As novas confirmações foram registradas em Curitiba, 5 casos, Maringá, 4, Cascavel, 3, além de Cianorte, Guarapuava, Iretama, Campo Mourão, Umuarama, Guaíra e União da Vitória, todas com um caso cada.

Os 19 pacientes têm idades entre 22 e 84 anos e nove deles estão em isolamento hospitalar. Seis estão em Unidades de Terapia Intensiva. O Paraná tem agora 125 casos confirmados. De acordo com o secretário, pouco mais de mil casos seguem em investigação.

De acordo com a Sesa, o estado passou a adotar nesta sexta-feira um sistema conectado ao Lacen para contabilizar todas as notificações e com isso chegar a um número o mais próximo possível da realidade de casos suspeitos.

Por Marcos Garrido

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