SEGUNDA, 24/05/2021, 17:43

Número de mortes violentas cai 13% no Estado no 1° trimestre

Na Área Integrada de Segurança de Londrina, redução nos homicídios, latrocínios e feminicídios foi ainda maior e chegou a 57%.

O balanço da Secretaria Estadual de Segurança Pública foi divulgado nesta segunda-feira e mostra que o Paraná registrou queda nas chamadas mortes violentas intencionais no primeiro trimestre. O número de homicídios dolosos, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e feminicídios caiu 13,6% em relação ao mesmo período de 2020, passando de 645 para 559.

Além disso, de acordo com o levantamento da Secretaria de Segurança, em 65% dos municípios paranaenses não houve registros de mortes violentas. Das 399 cidades do estado, 260 não tiveram ocorrências desse tipo.

Das 23 Áreas Integradas de Segurança Pública em que o Paraná é dividido, 14 registraram queda nas mortes violentas intencionais nos primeiros três meses do ano. Cinco delas tiveram redução igual ou superior a 50%. Entre elas a 20ª Área Integrada, que além de Londrina, tem mais quatro municípios da região, e registrou queda expressiva de 57%.

O comandante do 5º Batalhão da PM, responsável pelo policiamento ostensivo na maior parte de Londrina, tenente-coronel Nelson Villa, avalia que a redução significativa no número de mortes violentas intencionais na cidade tem forte relação com o aumento no combate ao tráfico de drogas e com o trabalho do setor de inteligência da unidade, entre outras estratégias, como o geoprocessamento das estatísticas.

O secretário Estadual de Segurança Pública, Romulo Soares, acredita que a redução se deve, principalmente, às operações feitas pelas polícias e também relaciona a diminuição dos crimes violentos ao combate ao tráfico no estado.

A redução mais expressiva no Estado foi na Área Integrada de Apucarana, onde a queda nas mortes violentas intencionais chegou a 70%. Em números absolutos, a maior diminuição foi na 1ª AISP de Curitiba, que passou de 88 para 57 registros.

 

Com informações da Agência Estadual de Notícias.

Por Marcos Garrido

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