TERCA, 03/11/2020, 19:29

O Paraná deve colher 24,4 milhões e toneladas de grãos na safra de verão. A área plantada deve ocupar mais de 6 milhões de hectares, de acordo com o Deral

Produtores tentam driblar a estiagem para aproveitar o aquecimento do mercado internacional, que está comprando antecipado e com dólar em alta.

Depois de um crescimento de 13% na safra de grãos do período 2019/ 2020, o Paraná prepara o cultivo de verão. Apesar das chuvas irregulares de outubro, os produtores conseguiram recuperar o plantio, que começou atrasado. Na região de Londrina, as chuvas foram mal distribuídas, entre 15 e 30 mm dependendo da área, mas isso não travou a largada. Agora falta umidade para que as plantas comecem a se desenvolver, explica o gerente de sementes da Cooperativa Integrada, Romildo Birelo.

A maior motivação dos produtores são os preços, que estão em patamares altos para todas as variedades de grãos, até mesmo para o trigo durante a colheita, algo incomum. A previsão do Departamento de Economia Rural do Estado, é de uma produção de quase 24,5 milhões de toneladas de grãos. A área plantada deve ocupar mais de 6 milhões de hectares.

Só de soja, o Paraná deve plantar mais de 5,5 milhões de hectares e 40% da safra já foi vendida, o dobro do ano passado. Nesta mesma época, em 2019, haviam sido vendidas 3 milhões e 800 mil toneladas. Neste ano foram 8 milhões. O aquecimento no mercado é reflexo da demanda internacional, principalmente por parte da China, e da cotação alta do dólar. A saca da soja valorizou, passando de R$75 para R$ 141 de outubro passado para cá.  Segundo Birelo, é o melhor cenário dos últimos anos.

Adubação correta, técnicas de rotação de solo e agricultura de precisão, para corrigir deficiências do solo, podem ajudar os produtores a driblar a falta de chuva.

Por Livia de Oliveira

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