QUARTA, 23/01/2019, 18:55

Para agentes penitenciários, possível privatização de presídios do estado é “anomalia administrativa”

Intenção de entregar o controle das prisões à iniciativa privada já foi ventilada pelo governador Ratinho Jr. Mas, na avaliação dos servidores, mudança só traria prejuízos ao sistema.

O presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná, José Roberto Neves, rechaçou, em entrevista à CBN nesta quarta-feira, a possibilidade já levantada pelo governador Ratinho Jr. de privatizar o sistema penitenciário do estado. Para o sindicalista, a entrega do controle das prisões a empresas só traria prejuízos ao sistema, tanto no aspecto financeiro, uma vez que, segundo Neves, a manutenção do preso se tornaria ainda mais cara, como no que diz respeito à ressocialização dos detentos.

A possível privatização das prisões foi ventilada pelo governador durante entrevista a uma emissora de televisão. Ele destacou que o sistema privado já é realidade em diversos países de primeiro mundo, como os Estados Unidos e alguns da Europa, e precisa chegar ao Brasil o quanto antes. Apesar de defender que a gestão do preso continue sendo tocada pelo Estado, Ratinho Jr. ressaltou, ainda, que o controle das penitenciárias iria ser muito melhor se fosse repassado à iniciativa privada.

O presidente do Sindarspen, por sua vez, destaca que, em vez de privatizar, o governo deveria dar conta das promessas feitas já há quase oito anos, e que ainda não saíram do papel. São as construções de pelo menos sete novos presídios em diversas regiões do estado. O de Londrina, por exemplo, com capacidade para 752 presos, só foi licitado no final do ano passado.

Por Guilherme Batista

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