SEGUNDA, 10/06/2019, 19:27

Pedido de acordo da defesa de Orlando Bonilha não deve ter redução de pena

Segundo promotor, colaboração premiada após trânsito em julgado de sentença ainda vai depender de homologação da Justiça e é inédita no país.

O pedido para que a colaboração informal de Orlando Bonilha, feita há mais de dez anos, seja considerada agora foi encaminhado ao Ministério Público pela defesa do ex-vereador. O promotor Jorge Barreto, do Gaeco, afirma não ter conhecimento de outra solicitação semelhante no país, já que a delação premiada foi instituída por aqui apenas em 2013. Seria o primeiro caso em que algum benefício é dado a réu condenado após o trânsito em julgado da sentença. 

O coordenador do Gaeco explica que o pedido ainda está sendo analisado e que a princípio está descartada a redução da pena. Qualquer benefício que venha a ser concedido, segundo Barreto, deve ser apenas em relação ao regime de cumprimento da pena.

Jorge Barreto diz que se o acordo com Orlando Bonilha for adiante, ainda vai depender da homologação do juiz da Vara de Execuções Penais. Barreto diz que uma possibilidade seria manter o regime fechado, mas com alguns benefícios para Bonilha.

O ex-vereador e presidente da Câmara Municipal de Londrina, Orlando Bonilha, foi preso por uma patrulha da 4ª Companhia Independente, na zona norte da cidade, no dia oito de maio. Dois meses antes, em março, a Vara de Execuções Penais converteu as quatro penas de Orlando Bonilha, que deveriam ser cumpridas em regime semiaberto, para uma sentença única de quase 20 anos de prisão em regime fechado.

Em um dos casos, Bonilha foi condenado por receber parte dos salários, cerca de R$ 2 mil mensais, dos funcionários de seu gabinete da Câmara, por três anos seguidos. Por conta dessa denúncia, o ex-presidente da Câmara Municipal teve o mandato cassado em 2008.

Além da condenação pela apropriação dos salários dos servidores do gabinete, o ex-presidente da Câmara foi condenado ainda em um processo que envolvia mudanças legislativas para beneficiar empresários da cidade.

Tentamos falar com o advogado Ronaldo Neves, que defende Orlando Bonilha, mas até o fechamento da reportagem não conseguimos contato.

Por Marcos Garrido

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