QUARTA, 10/03/2021, 18:53

Pesquisa da Fecomércio aponta que endividamento no estado segue em estabilidade

Segundo diretor de finanças, índice mostra que famílias estão priorizando pagamento das contas já existentes.

O levantamento mensal que analisa o comprometimento da renda do paranaense apresentou pouca mudança em relação a janeiro. De acordo com a pesquisa realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR) ao lado da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), 89,2% das famílias tinham algum tipo de dívida em fevereiro.

O percentual é considerado estável, quando comparado ao mês anterior, no qual o índice registrou 89,1%. Já em relação ao mesmo período do ano passado, a pesquisa registrou uma redução mais significativa de 0,5%.

Rodrigo Rosalem, diretor de Finanças e Desenvolvimento Organizacional do Senac PR, destaca que outros indicadores, relacionados ao nível de inadimplência no estado também apresentaram um comportamento de equilíbrio.

Ele aponta que os resultados da pesquisa podem estar relacionados à queda do consumo do paranaense, por conta dos impactos econômicos causados pela pandemia da Covid-19, como também indica uma preferência das famílias em quitar dívidas.

O levantamento da Fecomércio também apresentou um maior endividamento por parte de famílias com renda acima de 10 salários mínimos, com 92,7% da categoria com algum tipo de comprometimento da receita.

Por outro lado, o indicador em relação a paranaenses abaixo deste patamar econômico registrou um leve aumento, chegando a 88,4% no mês de fevereiro.

Rosalém considera, no entanto, que, mesmo com mais dívidas, os grupos com maior poder aquisitivo conseguem pagá-las mais facilmente, enquanto as famílias com menor renda apresentam dificuldades para manter as contas em dia.

A pesquisa indica ainda que o principal motivo para o endividamento dos paranaenses continua sendo o cartão de crédito. Logo após, vêm o financiamento de veículos e de imóveis, que registraram crescimento nas variações mensais.

Por Victor Assis

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