SEGUNDA, 16/11/2020, 18:24

Prefeito eleito de Rolândia diz que gestão vai se concentrar na reconstrução da cidade

Ailton Maistro afirma ainda que pandemia e redução de receitas vão exigir uma administração enxuta e de muito trabalho.

O servidor público aposentado Ailton Maistro, do PSL, é londrinense e tem 69 anos. Vice-prefeito de Rolândia entre 2001 e 2008, o novo chefe do Executivo municipal teve mais de 13 mil votos, 43% do total da cidade. Em segundo lugar na eleição ficou o atual presidente da Câmara de Vereadores Alex Santana, do PSD, com quase 10.700 votos, 35% do total da cidade, que tem 67 mil habitantes e um histórico recente de cassações e inquéritos criminais envolvendo os últimos prefeitos.

Ailton Maistro afirmou em entrevista à CBN Londrina que a eleição no domingo representa um voto de confiança da população nas propostas de sua candidatura. Segundo o prefeito eleito de Rolândia, vai ser uma gestão com foco na reconstrução do município, principalmente em três áreas: industrialização, infraestrutura e educação.

Ailton Maistro diz ainda que em função da drástica redução das receitas municipais e dos  repasses, resultado da crise gerada pela pandemia, vai priorizar as melhorias e ampliações da rede municipal de ensino.

O prefeito eleito de Rolândia afirma ainda que o pós pandemia vai exigir uma administração austera e de muito trabalho.

Os problemas com a justiça envolvendo os últimos dois prefeitos da cidade começaram em 2012, quando a justiça condenou o então chefe do Executivo local, Johny Lehmann, por uso indevido de recursos públicos. Ele foi afastado e depois de uma liminar do Tribunal Superior Eleitoral reassumiu o cargo. Mas, meses depois, o mandato foi cassado. Uma nova liminar manteve o prefeito, mas ela acabou derrubada e em abril de 2015 o pleno do Tribunal negou recurso e Lehmann anunciou que deixaria a prefeitura. Novas eleições foram realizadas, o atual prefeito Luiz Francisconi foi eleito para um mandato tampão e em 2016 foi reeleito.

A cidade viveu ainda um novo episódio envolvendo políticos e a justiça, com a Operação Patrocínio, deflagrada em 2018, e que denunciou um suposto esquema de favorecimento a empresários da cidade. Na lista do Gaeco, ex-secretários municipais, procuradores e o prefeito Luiz Francisconi, que acabou afastado do cargo pela justiça e voltou meses depois. De acordo com o MP, o dinheiro arrecadado pelo grupo foi usado na campanha de reeleição em 2016 do atual prefeito, que nega as acusações.

Por Marcos Garrido

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