SEGUNDA, 03/05/2021, 19:25

Prefeitura de Jataizinho estuda alternativas para driblar entrave com único hospital da cidade

Segundo prefeito, administração está desenvolvendo medidas para que população continue sendo atendida no município, mas prazo para execução do projeto precisa ser revisto.

Após a Justiça proibir o fechamento do Hospital São Camilo de Jataizinho, a prefeitura está elaborando um plano de contingência, junto ao governo do estado, para garantir que os serviços de urgência e emergência sejam continuados pelos próximos seis meses. O projeto deve ser apresentado na próxima semana.

De acordo com o prefeito Vilsinho Quirino (PDT) algumas medidas têm sido estudadas para atenuar os impactos de um possível fechamento do hospital, como a ampliação do atendimento da Unidade Básica de Saúde Central do município.

A medida faz parte da determinação da Vara de Fazenda Pública de Ibiporã que impediu que a unidade de saúde deixasse de atender pacientes pelo SUS, até a rescisão dos contratos com a prefeitura, por se tratar de um serviço essencial.

O único hospital da cidade é particular, mas a maioria dos atendimentos é realizado por meio do Sistema Único de Saúde. Na última semana, a diretoria anunciou que a instituição poderia fechar as portas por falta de recursos para se manter em funcionamento.

O custo mensal para que continue atendendo à população está acima dos R$ 150 mil, mas o valor total do convênio com a prefeitura chega a aproximadamente R$ 110 mil. A entidade alega ainda que os repasses não tem sido feitos integralmente.

Por outro lado, o prefeito de Jataizinho afirma que o hospital apresentava pendências para comprovação das despesas, mas que o orçamento reservado para atender ao convênio firmado com o hospital continua disponível. Já a diretoria da instituição diz que todos os relatórios de atendimentos eram encaminhados à administração pública.

Quirino (PDT) afirma que a parceria com o governo estadual tem sido positiva para o planejamento das ações, com objetivo de garantir o atendimento de saúde à população. Mas ele considera que o tempo necessário para executar as medidas propostas é maior do que o previsto e aponta que as realizações devem ser avaliadas a médio prazo.

Questionado sobre a possibilidade de um acordo entre prefeitura e hospital, Vilsinho Quirino (PDT) diz que já fez tudo o que podia, mas está à disposição para dialogar. Já a diretora administrativa do São Camilo, Rosália Sato, acredita que dificilmente uma resolução será aprovada.

Por Victor Assis

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