SEGUNDA, 02/12/2019, 06:55

Projeto que prevê mudanças na coleta seletiva de Londrina não agrada categoria

A ideia é terceirizar o serviço.

Uma reunião entre representantes de cooperativas de materiais reciclados, da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização – CMTU e vereadores apresentaram uma proposta de um projeto de lei que terceiriza a coleta seletiva em Londrina.

Para a Comissão de Administração da Câmara de vereadores, o modelo atual não está funcionando e sofre, principalmente, com a concorrência de um batalhão de catadores informais.

A Comissão é composta pelos vereadores José Roque Neto, do PL, Vilson Bittencourt, do PSB, e Amauri Cardoso, do PSDB.

Segundo Amauri Cardoso, a forma que está não da para manter. As cooperativas vêm passando por uma série de dificuldades financeiras, fruto da concorrência de um batalhão de catadores informais, que têm coletado diariamente boa parte do material reciclável.

Para o gerente de resíduos sólidos da CMTU, Gilmar Pereira, o novo modelo proposto vai tirar as cooperativas dos atuais problemas. Além de dar uma renda fixa aos trabalhadores.

A ideia é que até março do ano que vem o novo modelo seja aplicado na cidade.

Hoje são sete cooperativas.

Para o presidente da Cooper Região, Zaqueu Vieira, o novo modelo não agrada e mostra a desvalorização do trabalho feito pelos cooperados nos últimos anos.

A ineficiência do sistema aparece também em um levantamento feito pela UEL que aponta que pelo menos 21% do material que poderia ser reciclado está indo direto para a Central de Tratamento de Resíduos Sólidos. Outro problema revelado na pesquisa é que quase 70% dos londrinenses afirmaram não ter informações suficientes sobre como fazer a destinação correta dos materiais.

Por Bruno Carraro

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