QUARTA, 28/11/2018, 18:44

Reforma geral pode suspender atendimento na UPA do Jardim do Sol

Laudo preliminar confirmou que rachaduras e desnível precisam ser resolvidos o quanto antes. Secretário confirma intervenção e possível interdição do prédio, mas evita dar prazos.

Apesar de relativamente novo, o prédio que abriga a Unidade de Pronto Atendimento do Jardim do Sol, na zona oeste de Londrina, vai precisar passar por uma reforma geral. Um laudo preliminar feito por uma empresa contratada pela prefeitura confirmou os problemas estruturais que tem incomodado funcionários e pacientes há pelo menos dois anos. Além das rachaduras extensas, que tomam conta de quase todo o prédio, o que mais chama a atenção é o desnível no chão do imóvel, que, de acordo com laudo, seria resultado de uma falha na compactação do solo durante as obras de construção da unidade. O secretário de Saúde, Felippe Machado, confirmou à CBN nesta quarta-feira que a reforma geral deve causar a suspensão do atendimento na UPA, que, de acordo com ele, vai precisar remanejar os funcionários para outras unidades e espaços. Atualmente, mais de 400 pessoas passam pela unidade por dia. Questionado sobre quando as obras teriam início, Felippe Machado preferiu não estipular prazos. Disse apenas que o município espera a conclusão do laudo pra começar a analisar como as obras vão ser feitas, além de possíveis alternativas para a não interrupção do atendimento.

O prédio da UPA foi construído entre 2013 e 2015, e os problemas estruturais apareceram logo depois, durante o temporal que atingiu a cidade em janeiro de 2016. A construtora responsável pelas obras chegou a ser multada em R$ 800 mil pelo município por conta dos problemas, mas o valor ainda não foi pago. A terceirizada alega que sabia do problema de compactação do solo, que ele chegou a ser repassado para a Secretaria de Obras na época, mas que, apesar disso, foi orientada a continuar com os trabalhos.

O secretário, por sua vez, afirma que a Secretaria de Gestão já concluiu que houve sim falha na execução do serviço, e que se o laudo reafirmar isso, a terceirizada deverá ser responsabilizada.

Por Guilherme Batista

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