QUINTA, 06/12/2018, 08:30

Ritmo de crescimento da indústria diminui no terceiro trimestre, mas acumulado do ano indica crescimento de quase 5% nas vendas.

Com 12 mil vagas criadas até outubro, ritmo de contratações ainda é positivo, mas revela uma desaceleração em relação a 2017. 

O estudo mensal da Fiep revela um cenário otimista para as vendas da indústria em 2018. Os dados levantados revelam que, no acumulado de janeiro a setembro, o desempenho da indústria cresceu 4,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Quando comparado o índice de setembro de 2018 com o mesmo mês de 2017, o nível se manteve igual.

O economista da Fiep, Evânio Felippe, explica que de uma forma geral os indicadores são positivos, apontam para um crescimento nas vendas, mas ainda falta recuperar o que foi perdido durante o auge da crise.

Já em relação a agosto, o estudo da Federação das Indústrias revela uma redução de pouco mais de 9% no desempenho da indústria. O recuo pode ser explicado pelos resultados negativos em 15 dos 18 gêneros pesquisados, entre eles o refino de petróleo e produção de álcool, que teve queda de 28% e as vendas de veículos automotores que caíram 14%.

Variação considerada normal pelo economista da Fiep após o crescimento significativo de agosto e os números positivos acumulados dos últimos doze meses.

Os setores têxtil, com quase 63% de aumento nas vendas e o de vestuário com quase 9% apresentaram os melhores resultados em setembro. No acumulado de 2018, destaque para o mercado de couros, cujas vendas cresceram mais de 100%. As maiores quedas foram observadas na indústria de borracha e plástico, 21%, e de produtos da madeira, com -16%.

Sobre o ritmo de contratações da indústria paranaense, os dados do Caged mostram que, até outubro, foram criadas 12 mil novas vagas. A maioria, mais de 5 mil, no setor alimentício. O economista explica que a oferta de postos de trabalho ainda é positiva, mas revela uma desaceleração no ano, reflexo de uma recuperação lenta da economia.

Evânio Felippe avalia ainda que com a posse dos novos governos, 2019 deve ser um ano melhor para a indústria do estado, mas isso depende, por exemplo, do andamento de reformas que garantam um maior equilíbrio fiscal e tragam segurança para o empresário investir. 

 

REPÓRTER MARCOS GARRIDO

Por Marcos Garrido

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