QUINTA, 09/08/2018, 18:50

Secretaria de Saúde garante que desvio de recursos descoberto no Hospital Evangélico não atingiu dinheiro do SUS

Nenhum centavo dos 35 milhões de reais repassados à instituição no último ano foi tocado, uma vez que, de acordo com o secretário, o montante que teria sido desviado ficava em contas correntes exclusivas para os convênios e a iniciativa privada.

Nenhum centavo dos quase um milhão e 300 mil reais que teriam sido desviados das contas do Hospital Evangélico de Londrina veio do Sistema Único de Saúde. A garantia foi dada pela diretoria da instituição ao secretário municipal de Saúde, Felippe Machado, numa reunião realizada nesta quinta-feira, um dia depois de a polícia realizar uma operação que escancarou o caso.

O desvio, segundo as investigações, teria sido feito pela ex-gerente financeira do hospital, Cristina Aparecida Antônio, que vai responder criminalmente pela situação. Durante a operação, a polícia apreendeu veículos e documentos, que podem ajudar a comprovar o suposto desvio, denunciado às autoridades pelo próprio Evangélico após uma apuração interna.

A Justiça bloqueou, ainda, pouco mais de um milhão de reais em bens da ex-gerente e do marido dela, também investigado.

Conforme as investigações, a então funcionária teria executado pelo menos 37 operações financeiras para o desvio do dinheiro entre setembro de 2015 e maio deste ano, quando foi demitida. O secretário de Saúde disse, entretanto, que todas as contas correntes alteradas pela acusada seriam exclusivas para o recebimento de valores dos convênios e da iniciativa privada.

Os mais de 35 milhões de reais do SUS, enviados pelo município para o hospital no último ano, não foram tocados, como destacou Machado.

Em nota, o Hospital Evangélico de Londrina reitera que foi a própria instituição que denunciou o caso à polícia a partir da identificação do problema. A direção tomou todas as medidas administrativas e judiciais cabíveis, inclusive a representação criminal requerendo a completa investigação dos fatos. O hospital garante, ainda, que trata-se de um caso isolado.

Por Guilherme Batista

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