TERCA, 18/06/2019, 19:20

Secretário de Obras de Londrina rebate relatório do Tribunal de Contas e diz que barragens da cidade não oferecem riscos

João Verçosa afirma ainda que as estruturas são fiscalizadas pelo Crea e que a Prefeitura planeja contratar uma empresa para elaborar um amplo diagnóstico das barragens existentes no Município.

O relatório sobre a segurança das barragens do estado foi feito pelo Tribunal de Contas. O documento aponta falta de fiscalização por parte do órgão estadual responsável, o Instituto das Águas do Paraná. No caso de Londrina, foram visitadas cinco estruturas, três do Lago Igapó e outras duas nos parques Arthur Thomas e Daisaku Ikeda.  O relatório aponta problemas em todas as barragens do Igapó, com “danos de potencial associado alto”. O secretário de Obras, João Verçosa, explica que o relatório do TCE avalia a atuação do Instituto das Águas do Paraná em relação a suas atribuições de fiscalização das estruturas. O secretário afirma ainda que a metodologia usada pelo TCE considera o curso do rio e inverte a ordem das barragens conhecidas pelo londrinense.

Quando o Tribunal se refere à estrutura do lago 1, na verdade é a do lago 3, na Faria Lima. Nela, o TCE avaliou que há um “grande potencial de produzir enchentes e afetar negativamente a população à jusante”. Já na barragem do Lago 2, na avenida Higienópolis, o problema é o assoreamento. Segundo o documento, a situação gera um “risco incalculável de enchentes no local”. João Verçosa diz que os problemas apontados pelo TCE no relatório não representam riscos para a segurança da população. Na estrutura do Lago 3, que na verdade é a do lago 1, no Centro Cívico, o Tribunal aponta que foram identificadas rachaduras e ferragens expostas na passarela. O secretário ressalta que são problemas facilmente corrigíveis e que não comprometem a estrutura, a maior das três que formam o lago.

Em relação às outras barragens, do parque Arthur Thomas, que está abandonada, e do Daisaku Ikeda, que foi desativada após romper com as fortes chuvas de 2016, o secretário diz que são situações diferentes, mas nenhum risco em ambos os casos.

Verçosa afirma ainda que as estruturas são fiscalizadas pelo Crea, que repassa os relatórios à Prefeitura. Segundo o secretário, com o rompimento da barragem em Brumadinho e a nova legislação para o setor, a Prefeitura começou a preparar um edital de contratação de uma empresa para fazer um amplo diagnóstico das estruturas existentes no Município.

Mas, de acordo com João Verçosa, existe uma certa dificuldade em contratar a empresa, em função da grande demanda existente hoje para o setor no país. Por conta disso, ainda não há previsão para o lançamento do certame. No estado, também foram vistoriadas barragens em Curitiba, Cascavel, Toledo e União da Vitória. O relatório foi entregue ao governador Ratinho Junior e também será apresentado ao Ministério Público e ao CREA.

Por Marcos Garrido

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