QUINTA, 02/07/2020, 19:49

Secretário Estadual de Saúde afirma que revisão do decreto da quarentena de 14 dias solicitada pelo prefeito de Londrina não vai ocorrer

Beto Preto afirma que se os prefeitos e a população não cumprirem as medidas de restrição o sistema de saúde do estado vai colapsar em menos de 10 dias. 

12 de julho o Paraná pode chegar a 53 mil casos de Coronavírus! Esses dados são previstos pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social - Ipardes e levados em consideração pelo Secretário Estadual de Saúde, Beto Preto.

Em entrevista a rádio CBN Londrina, Beto Preto afirmou que o pedido de revisão do decreto da quarentena solicitada pelo prefeito de Londrina, Marcelo Belinati, não deverá ser atendido pelo governo do estado. Segundo o responsável pela Secretaria de Estado da Saúde, baseado em dados e análises matemáticas o sistema de saúde do Paraná poderá entrar em colapso em menos de 10 dias caso as medidas de restrições não sejam cumpridas pelos prefeitos e população.

Beto Preto enfatizou que todas as cidades do decreto precisam de medicamentos e não acha possível que Londrina tenha um estoque tão suficiente de medicamentos para entubar pacientes como anunciado pela administração, por isso e outras questões como número de mortes e de casos não serão afrouxadas as medidas já decretadas pelo governador Ratinho Junior.

Beto Preto rebate argumentos da administração municipal de que Londrina tenha uma maior taxa de mortalidade e grande volume de casos confirmados por ser uma das cidades com maior índice de testagem do Paraná. Segundo o Secretário a cidade está entre as que têm o vírus circulando em maior porcentagem do que em outras.

Ainda de acordo com o Secretário Estadual de Saúde, nesse ano, apesar de ser ano de eleição, os prefeitos devem deixar de lado as campanhas e estratégias políticas e ajudarem a salvar vidas.

Beto Preto afirmou que os números divulgados oficialmente e diariamente de casos e de mortes no estado são ainda maiores, e que há sim subnotificações, porém no Paraná ainda é menor que em outros estados do País, já que existe uma testagem maior.

Por Bruno Carraro

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