SEGUNDA, 30/08/2021, 16:56

Tamarana se apoia em produções pouco comuns, como a do gengibre e a do inhame, para fortalecer a agricultura familiar

Cidade de 15 mil habitantes da região de Londrina figura entre as principais do estado no plantio das duas culturas. Município produz quase 2 mil toneladas de gengibre e 3,2 mil toneladas de inhame todos os anos.

O município de Tamarana, na região metropolitana de Londrina, é considerado atualmente a "capital estadual do gengibre". A cultura, pouco comum nos quatro cantos do Paraná, tem ajudado a fortalecer a chamada agricultura familiar na cidadezinha de 15 mil habitantes. São das plantações da Tamarana que saem, todos os anos, quase 2 mil toneladas de gengibre. Uma produção significativa, responsável por alimentar o consumo de todo o estado e até de fora dele. A área reservada para a raiz também é expressiva: são 150 hectares separados pelos pequenos agricultores tamaranenses para o plantio da especiaria, que tem ganhado cada vez mais espaço na mesa do brasileiro por suas qualidades anti-inflamatórias, antibacterianas, anticoagulantes e digestivas.

A diversidade com a qual o gengibre pode ser tratado também é um diferencial. A especiaria pode fazer parte de receitas culinárias, chás e medicamentos. Além disso, a planta é matéria-prima para a fabricação de balas, sorvetes, bebidas, cosméticos e perfumes.

E se um dos pilares da agricultura familiar em Tamarana é o gengibre, o outro também é ocupado por um plantio pouco comum: o inhame. A cidade divide com Tijucas do Sul, na região metropolitana de Curitiba, o posto de especialista na cultura. São 3,2 mil toneladas de produção anual, puxando as fileiras paranaenses. Boa parte do estado é abastecida pelo inhame cultivado em terras tamaranenses. 

De olho na força das duas culturas, muitos homens do campo optaram por trocar a produção de plantações mais tradicionais por elas. A família do agricultor André Gouveia da Fonseca, por exemplo, que no início trabalhava com verduras de todos os tipos, atualmente tem dez alqueires, divididos igualmente entre o gengibre e o inhame, espalhados por diferentes pontos de Tamarana. Da roça, ele tira 7 mil caixas de 24 quilos de inhame e 4 mil caixas de 16 quilos de gengibre todos os anos. Apesar de todas as dificuldades trazidas pela pandemia, o produtor garante estar satisfeito com o resultado.

Segundo dados do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, o preço médio de venda do gengibre ficou em R$ 43,84, a caixa de 20 kg. Nos meses de janeiro e fevereiro o preço atinge seu ponto máximo, chegando a R$ 180 a caixa de 20 kg. A raiz, porém, não está madura nesta época do ano. A maturação ocorre a partir de junho/julho, período em que o preço cai 50%. Já o quilo do inhame é comercializado em média, pelos pequenos produtores, a R$ 3,50. O secretário estadual de Agricultura, Norberto Ortigara, destaca a importância da agricultura familiar principalmente na produção de produtos que abastecem a mesa do paranaense.

 

Com informações da Agência Estadual de Notícias.

Por Guilherme Batista

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