TERCA, 02/06/2020, 19:27

Vazio sanitário da soja começa na próxima quarta-feira

Medida, essencial para o controle da ferrugem asiática, principal praga que ataca a cultura, vale até 10 de setembro.

A Agência de Defesa Agropecuária, Adapar, começou a alertar os produtores de soja de todo o estado sobre o início do vazio sanitário, que começa na próxima quarta-feira, 10 de junho, e vai até 10 de setembro. De acordo com a portaria 342, que estabelece a medida, fica proibido cultivar, manter ou permitir a presença de plantas vivas de soja, em qualquer estágio, pelos próximos três meses em todo o estado.

O vazio sanitário é essencial para o manejo e controle da ferrugem asiática, principal praga que ataca a cultura, já que reduz a presença de esporos no ambiente e permite que as plantas se desenvolvam, inicialmente, com baixa população da praga no campo.

A portaria da Adapar foi editada no ano passado e definiu também uma nova data limite para o plantio da soja no Paraná, que antes era 31 de dezembro.  A regra não especifica uma data final para semeadura, mas estabelece que os produtores tinham até o último dia 15 de maio para a colheita ou deveriam interromper o ciclo do grão.  Esse período que antecede o vazio sanitário da cultura, segundo a Agência, é necessário para que produtores, armazéns e responsáveis por estradas e ferrovias, por exemplo, possam eliminar as plantas vivas de soja.

Segundo a Adapar, a mudança no calendário para colheita da soja foi tomada após um pedido das entidades e produtores, já que a estiagem do ano passado tinha atrasado o plantio do grão, principalmente nas regiões Sul e Sudoeste, e só foi tomada após ampla discussão com a Secretaria da Agricultura.

De acordo com o Departamento de Economia Rural da Secretaria Estadual de Agricultura, o estado produziu na safra 2019/2020 quase 21 milhões de toneladas de soja, um recorde histórico, mesmo com a estiagem.

Ainda de acordo com o Departamento, 74% da produção paranaense já está comercializada e foi a valorização do dólar que tornou a soja brasileira mais atraente no mercado externo e alavancou as vendas. Na semana passada, a saca de 60 kg era comercializada a R$ 88,00, 33% mais que no mesmo período do ano passado.

Por Marcos Garrido

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