QUINTA, 13/08/2026, 11:16

Nuvem Soberana do SUS deve ampliar integração de dados e acelerar transformação digital na saúde

Tecnologia permitirá ao Brasil ter maior controle sobre informações de saúde e poderá facilitar o acesso ao prontuário do paciente em diferentes regiões do país

A transformação digital do Sistema Único de Saúde (SUS) está avançando para uma nova etapa. Uma das principais apostas do Ministério da Saúde é a criação da Nuvem Soberana do SUS, estrutura tecnológica que deverá ampliar a integração dos dados de saúde dos brasileiros e garantir ao Estado maior controle sobre a infraestrutura onde essas informações são armazenadas e processadas.

De acordo com o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, na prática, a proposta é fazer com que informações hoje espalhadas entre unidades básicas, hospitais e outros serviços possam ser compartilhadas de forma segura. Assim, um paciente que esteja fora da cidade de origem e precise de atendimento poderá ter seus dados clínicos acessados pela rede, evitando que informações importantes dependam de uma antiga pasta de papel ou da memória do paciente.

Segundo Massuda, cerca de 90% das unidades básicas já utilizam o prontuário eletrônico. O desafio agora é integrar esses sistemas. A Nuvem Soberana faz parte desse processo, junto à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), permitindo que diferentes pontos da rede trabalhem com informações conectadas.

A tecnologia também deve mudar a forma como o paciente acessa o SUS. O avanço da telessaúde, por exemplo, permite que parte dos acompanhamentos seja feita remotamente, sem substituir consultas presenciais quando elas forem necessárias.

A inteligência artificial também entra nesse cenário como ferramenta de apoio aos profissionais. A ideia não é substituir médicos ou outros trabalhadores, mas auxiliar na tomada de decisões, emitir alertas e ajudar a identificar exames, tratamentos ou acompanhamentos que possam ter sido esquecidos.

Um exemplo já em andamento está no Paraná. A UTI do Hospital Evangélico Mackenzie, em Curitiba, participa do processo de transformação digital de UTIs em diferentes regiões do país. Para o Ministério da Saúde, a combinação de prontuários integrados, telessaúde e inteligência artificial pode tornar o SUS mais rápido e eficiente, sem abrir mão dos princípios de universalidade e integralidade.

Por Paulo Andrade

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