Recurso do MP pede por aumento da pena de Ricardo Seidi, condenado pela morte da filha, Eduarda Shigematsu
Homem pegou 23 anos e seis meses de prisão. Promotoria argumenta que ele premeditou o crime e solicita uma nova análise dos critérios usados para o cálculo de pena
O Ministério Público do Paraná (MP-PR) apresentou recurso contra a condenação de Ricardo Seidi pelo assassinato da própria filha, Eduarda Shigematsu, em Rolândia, na região metropolitana de Londrina, em abril de 2019. Em sessão realizada no dia 17 de setembro, o homem foi condenado a 23 anos e seis meses de prisão por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e falsidade ideológica. Ele, que passou os últimos anos dizendo que Eduarda tirou a própria vida, mas admitindo ter enterrado o corpo dela, confessou o assassinato durante o julgamento.
No recurso, o MP pede que a Justiça faça uma nova análise dos critérios usados no cálculo da pena, destacando a gravidade do caso e uma premeditação por parte de Ricardo para o cometimento do crime. A acusação cita laudos periciais que apontam que ele teria desligado o sistema das câmeras de segurança da casa onde Eduarda foi morta um dia antes do assassinato da menina. O MP também afirma que Ricardo preparou o local onde o corpo da criança foi enterrado e que, depois de cometer o crime, atuou para simular um suposto desaparecimento dela. Caso a Justiça acate o recurso apresentado, a pena de Ricardo pode subir de 23 anos e seis meses para 37 anos de prisão.
Vale lembrar que o homem está preso desde a época do crime e que, se a pena for mantida, ele pode ganhar a liberdade em menos de quatro anos. A data de saída pode ser antecipada caso sejam registradas progressões de pena, como bom comportamento, trabalho interno da prisão e leitura de livros, por exemplo.
Ricardo Seidi foi julgado com a mãe, Terezinha de Jesus Guinaia, que foi absolvida das acusações de ocultação de cadáver e falsidade ideológica. A CBN procurou os advogados de Seidi, mas eles ainda não se manifestaram sobre o recurso apresentado pelo Ministério Público.