QUINTA, 16/04/2026, 19:31

Câmara acelera debate sobre o fim da escala 6x1 e prevê votação para junho

Em visita a Londrina, o presidente da Casa, Hugo Motta, detalhou o calendário de discussão da proposta que reduz a jornada de trabalho e prometeu ouvir trabalhadores e empresários

Durante visita à 64ª Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina (ExpoLondrina) nesta quinta-feira (16), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (REP/PB), garantiu que a proposta para o fim da escala de trabalho 6x1 seguirá um ritmo acelerado no Congresso Nacional. O parlamentar afirmou que o objetivo é levar o tema à votação definitiva no plenário da Câmara entre o final de maio e o início de junho. A medida, que mexe diretamente na rotina de milhões de brasileiros, será discutida por meio de Propostas de Emenda à Constituição (PECs), um formato que exige debates mais profundos e maior consenso político.

O próximo passo decisivo acontece já na semana que vem (22), quando a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) deve votar se a proposta está dentro das regras da lei para continuar avançando. Assim que a CCJ der o sinal verde, será criada uma comissão especial para analisar os detalhes do texto e sugerir possíveis mudanças.
Motta também aproveitou a passagem pelo Norte do Paraná para ressaltar que a escolha de tratar o tema como uma mudança na Constituição serve justamente para esgotar o debate e permitir que todos os lados sejam ouvidos. O presidente da Câmara ressaltou que é fundamental equilibrar os interesses dos trabalhadores, que buscam mais qualidade de vida com a redução da jornada, e do setor produtivo, que precisa apresentar dados sobre os impactos econômicos da mudança. Ele reforçou que essas informações são essenciais para que os deputados formem uma opinião sólida sobre um assunto tão relevante para o futuro do país.
O deputado afirmou que mantém uma relação institucional e correta com o Palácio do Planalto, respeitando a independência da Casa. Por fim, ele confirmou que a escolha de quem será o relator e o presidente da comissão especial só ocorrerá após a primeira aprovação na CCJ, mantendo o compromisso de entregar uma decisão até o final do primeiro semestre.

Por João Gabriel Rodrigues

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