"Falsas esposas" do PCC são alvos de operação do Gaeco em Londrina
De acordo com as investigações, mulheres simulavam casamentos para poder visitar chefes da facção que estão detidos em presídios federais. Visitas eram usadas para planejar a execução de crimes na região
O Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Londrina, em parceria com equipes do 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM), realizou uma operação nesta quinta-feira (18) contra mulheres acusadas de simular casamentos com chefes do PCC. As investigadas, também integrantes da facção criminosa, forjavam os compromissos jurídicos para poder visitar os chefes, detidos em penitenciárias federais.
A investigação conseguiu verificar um casamento formalmente registrado em março deste ano entre uma dessas mulheres e um homem que está preso numa unidade prisional de Brasília (DF). Segundo o Gaeco, ela nunca havia visitado o detento antes. O seja, não havia qualquer vínculo afetivo entre o casal para comprovar a necessidade do casamento.
O casamento só aconteceu, conforme o promotor Jorge Barreto da Costa, para que a mulher tivesse acesso ao chefe da facção. As visitas, de acordo com ele, eram usadas para discutir os "negócios" da facção em andamento do lado de fora do presídio. As reuniões também seriam usadas no planejamento da execução de crimes graves na região.
A operação cumpriu mandados em endereços relacionados às investigadas, em Londrina. Foram apreendidos celulares e documentos que possam ajudar na continuidade dos trabalhos. O promotor do Gaeco lembrou que as mulheres e o preso de Brasília são da região norte do estado, mas destacou que isso pouco importa, uma vez que a discussão poderia envolver planos do PCC a serem executados no Brasil inteiro.
Até o momento, nenhuma mulher foi presa.