SEGUNDA, 15/06/2026, 12:24

Operação do Gaeco cumpre 55 mandados na região de Londrina e mira facção criminosa que atua de dentro dos presídios

Ação faz parte de uma ofensiva nacional contra organização criminosa e mobilizou cerca de mil agentes em quatro estados

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, deflagrou a Operação Panóptico, uma ofensiva de âmbito nacional para desarticular uma organização criminosa que atua dentro e fora dos presídios. Na região de Londrina, foram cumpridos 55 mandados judiciais, sendo 26 de prisão temporária e 29 de busca e apreensão.

Ao todo, a operação cumpriu 304 mandados de prisão e 255 de busca e apreensão em 34 cidades do Paraná, além de municípios de São Paulo, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. A ação mobilizou cerca de mil policiais, distribuídos em 204 equipes, com participação integrada da Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal e Polícia Científica.

Segundo o promotor Leandro Antunes, a operação busca atingir integrantes de uma facção com atuação nacional, incluindo suas principais lideranças.

De acordo com o Ministério Público, muitos dos investigados já estão presos, mas continuam comandando atividades criminosas de dentro das unidades prisionais. Por isso, uma parte significativa dos mandados foi cumprida no próprio sistema carcerário. Antunes destacou ainda a necessidade de aperfeiçoar os mecanismos de controle nas penitenciárias para impedir a comunicação entre detentos e integrantes da facção em liberdade.

As investigações são conduzidas pelos dez núcleos do Gaeco no Paraná desde o fim do ano passado e tiveram origem, principalmente, na análise de aparelhos celulares apreendidos em operações anteriores. A partir desse material, os investigadores identificaram grupos de mensagens, funções exercidas pelos integrantes e a estrutura hierárquica da organização.

O promotor José Paulo Montesino explicou que o trabalho investigativo é longo e detalhado para evitar erros e reunir provas consistentes.

Segundo Montesino, a região de Londrina é considerada estratégica para a atuação da facção por ser a segunda maior cidade do Paraná, o que exige uma atuação permanente das forças de segurança. Ele afirmou que o combate ao crime organizado é contínuo e que novas fases da investigação podem ocorrer a partir do material apreendido nesta operação.

As apurações apontam que, neste recorte da investigação, a organização atuava principalmente no tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.

Por Paulo Andrade

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