Audiência é cancelada após projeto que previa fechamento de ruas no centro ter tramitação interrompida na Câmara
Autora da proposta, que não é mais vereadora, pediu pela interrupção e encontro, que seria realizado nesta segunda-feira, perdeu o sentido
A Câmara Municipal de Londrina precisou desmarcar, em cima da hora, a audiência pública que iria discutir o projeto de lei que previa o fechamento de ruas no centro da cidade para a realização de atividades culturais e de convivência. A proposta teve a tramitação interrompida no Legislativo a pedido da própria autora, Paula Vicente (PT). Ela havia apresentado o projeto em fevereiro, quando ainda era vereadora. Atualmente, Paula é suplente da parlamentar Lenir de Assis (PT), que voltou ao cargo na Câmara de Londrina após passar um período de um ano e um mês como deputada federal.
O cancelamento da audiência foi comunicado pela Câmara poucas horas antes do horário previsto para o início do encontro, que iria ser realizado a partir das 19h desta segunda-feira (10). O Legislativo não informou o motivo alegado pela ex-vereadora para a interrupção da tramitação do projeto. O pedido, no entanto, fez a audiência perder o sentido. Logo, ela foi cancelada.
O projeto, denominado "Ocupa o Centro", previa o fechamento às sextas-feiras e aos sábados, das 18h às 22h, e aos domingos e feriados, durante todo o dia, da rua Quintino Bocaiúva, entre as ruas Mossoró e Belo Horizonte; da rua Piauí, entre a avenida Rio de Janeiro e a rua Senador Souza Naves, ao lado da Concha Acústica; e da rua Mossoró, entre a rua Paranaguá e a avenida Juscelino Kubitschek.
O fechamento seria permitido para a realização de atividades artísticas e culturais. A proposta também previa a possibilidade de parcerias entre a prefeitura e empresas para a instalação de estruturas temporárias necessárias à realização das atividades, como banheiros químicos, geradores de energia, mobiliário urbano e outros equipamentos.
O projeto demandou tempo e recursos da Câmara e da prefeitura, uma vez que já havia passado por análises técnicas em diversos órgãos, como a Comissão de Justiça do Legislativo, que havia marcado a audiência pública para a discussão da matéria.
A proposta também já havia recebido análises do Ippul, Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina, e da CMTU, Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização. Enquanto o instituto considerava o projeto viável, mas passível de algumas adequações, a companhia alertava que os pontos que poderiam ter bloqueio são rotas importantes do transporte coletivo e da coleta de lixo.