QUARTA, 24/11/2021, 18:12

Estudo feito por pesquisadores de duas universidades paranaenses aponta que modelo cirúrgico é mais eficaz do que o conhecido N95

Pesquisa mostrou ainda que poder de filtragem é importante, mas ajuste da máscara no rosto, e a vedação que ela promove, acaba sendo outro fator importante de proteção.

A proposta do estudo, realizado por pesquisadores da PUC Paraná e da Universidade Tuiuti, era avaliar a eficácia das máscaras contra os chamados bioaerossóis, em ambientes fechados, como salas de espera e de exames em clínicas e instituições de saúde. A pesquisa apontou que o uso da máscara cirúrgica pela pessoa que tosse ou espirra, registra um nível de proteção maior que o do modelo N95 por quem é atingido pelos bioaerossóis.

Os dados sugerem, afirmam os pesquisadores, que as máscaras cirúrgicas tradicionais são mais úteis em prevenir a transmissão, não só da Covid, mas de todas as doenças respiratórias, quando usadas pela pessoa infectada. A pesquisa mostrou ainda que o uso delas por todos os presentes em um determinado ambiente também se mostrou mais eficiente que as de alta filtragem por apenas parte das pessoas.

De acordo com o estudo, em um ambiente de 27 metros cúbicos ocupado por cinco indivíduos, apesar da N95 registrar uma maior filtração, as máscaras cirúrgicas se mostraram mais eficazes em reduzir a liberação dos bioaerossóis. Principalmente, afirma Cristiano Araújo, professor da PUC Paraná e da Universidade Tuiuti, e um dos responsáveis pelo estudo, em razão do ajuste do acessório ao rosto da pessoa e da vedação que ele promove.

O estudo não considerou as máscaras de pano. A pesquisa foi divulgada em uma das mais importantes publicações médicas do mundo, a “Arquivos Internacionais de Saúde Ocupacional e Ambiental”.

Por Marcos Garrido

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