SEGUNDA, 26/04/2021, 07:00

Falta de chuvas rebaixa qualidade das lavouras do milho safrinha no Paraná

Além da estiagem, outra preocupação com a safra de inverno do grão é a cigarrinha, que se não combatida pode levar até à perda total da lavoura.

O clima não ajudou, a chuva não veio na quantidade e no momento certo, e o Departamento de Economia Rural rebaixou as projeções de colheita do milho safrinha no Paraná. No último boletim semanal, divulgado há poucos dias, o órgão da Secretaria Estadual de Agricultura reduziu o percentual de áreas classificadas como boas de 76% para 62%. E as consideradas ruins, com possibilidade de perdas, passaram de 3% para 7%.

O que mais preocupa é o déficit hídrico já existente e as previsões pouco animadoras sobre o volume de chuvas para os próximos dias, que, além do milho safrinha, devem prejudicar também outras culturas de inverno, explica o engenheiro agrônomo da Unisafe Consultoria, Wiilliam Roesler.

O agrônomo diz ainda que, historicamente, a safra de inverno sofre mais com a estiagem. O problema, segundo ele, é que este ano a situação é mais grave e que tanto as lavouras mais novas quanto as plantadas primeiro, estão sendo prejudicadas pela falta de chuva.

Outra preocupação é com uma das principais pragas do milho, que de três anos para cá, tem sido cada vez mais frequente nas lavouras do Paraná.  O engenheiro agrônomo e coordenador de tecnologia da Belagrícola, Alexandre Yamamoto, explica que o inseto, a cigarrinha, quando contaminada, é o vetor dos chamados enfezamentos, doenças que podem acabar com a lavoura se não houver o manejo adequado.

Se aparecer na lavoura, afirma o agrônomo, a praga precisa ser combatida logo, já que se espalha rapidamente. Outra medida fundamental é eliminar o milho tiguera, que acaba ficando na lavoura após a colheita da safra anterior.

Segundo o Departamento de Economia Rural da Secretaria de Agricultura, o plantio da segunda safra de milho aqui no Estado já foi finalizado e a estimativa é de que sejam colhidas pouco mais 13 milhões de toneladas do grão.

Por Marcos Garrido

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