SEGUNDA, 10/08/2020, 19:15

Gaeco de Londrina denuncia fazendeiros que subornavam policiais militares da Força Verde

Segundo Ministério Público, além de oferecerem segurança pessoal aos empresários com equipamentos da PM e de fecharem os olhos em relação às fiscalizações ambientais, policiais também participaram de caçadas dentro das fazendas. 

A denúncia por associação criminosa armada e corrupção ativa dos sete proprietários rurais e empresários foi oferecida à Vara Criminal de Assaí pelo núcleo de Londrina do Gaeco. De acordo com o documento, por mais de dez anos, entre 2008 e 2019, o grupo manteve um acordo com pelo menos cinco PMs do posto da Polícia Ambiental instalado na PR-218 para que recebessem segurança patrimonial e pessoal em troca de dinheiro. Tudo feito em horário de serviço, com a farda, viaturas e armamento da PM.

De acordo com o promotor Leandro Antunes, do Gaeco de Londrina, as investigações apuraram ainda que os policiais militares também impediam qualquer fiscalização ambiental nas propriedades dos denunciados e ainda recebiam pagamentos mensais, desde 1992, e que, ultimamente, variavam de R$ 1 mil a R$ 2 mil.  

Leandro Antunes diz ainda que o esquema investigado teria construído um posto policial na fazenda de um dos empresários investigados, sem qualquer formalidade da Polícia Militar autorizando sua implantação.

As investigações apontaram ainda, segundo o promotor, que, além de fornecerem segurança com equipamentos da PM, inclusive nos horários de expediente, e de se omitirem em relação à fiscalização ambiental, os policiais da Força Verde chegaram a participar de caçadas dentro das fazendas.  Imagens reunidas pela investigação mostram os PMs, ao lado dos fazendeiros, com armas e exibindo os animais silvestres mortos.

De acordo com o promotor, o Ministério Público deve enviar nas próximas semanas à Vara da Auditoria da Justiça Militar Estadual a denúncia dos cinco policiais militares, todos praças, envolvidos no esquema. Segundo Leandro Antunes, as investigações apuram também uma possível participação de oficiais da corporação nas irregularidades.

Por Marcos Garrido

Comentários