TERCA, 26/11/2019, 17:12

Hospital Universitário faz primeira cirurgia para Parkinson pelo SUS aqui em Londrina

Procedimento, que implanta um eletrodo no cérebro, traz melhorias significativas na qualidade de vida dos pacientes, principalmente na parte motora.

A cirurgia já tem data marcada e deve ser realizada pouco antes do Natal, no dia 19 de dezembro no Hospital Universitário. A técnica já é usada em hospitais particulares da cidade a um custo de R$ 100 mil. E o londrinense Valdemir Pereira, de 51 anos, que convive com o Mal de Parkinson há uma década, será o primeiro paciente da cidade a receber o tratamento pelo Sistema Único de Saúde. O método, criado na cidade Grenoble na França na década de 1990, já se consolidou em todo o Mundo como uma das principais formas de tratamento da doença.

O neurocirurgião Marcos Antônio Dias, responsável pela cirurgia, explica que a técnica usada no procedimento, chamada Estimulação Cerebral Profunda, consiste em implantar um eletrodo no cérebro do paciente, através de uma pequena abertura no crânio. E segundo o médico traz melhorias consideráveis para a parte motora dos pacientes, principalmente em relação aos tremores e à rigidez muscular.

O neurocirurgião elogia a estrutura do HU e explica que a realização da cirurgia exigiu apenas a compra de alguns materiais complementares, todos já usados pelo SUS.

Apesar do valor alto do procedimento, R$ 100 mil, o médico diz que no final das contas, somadas todas as despesas que o estado tem com o tratamento normal do paciente, e sem falar na qualidade de vida, a cirurgia compensa.

Marcos Antônio Dias diz que Londrina tem aproximadamente 500 pacientes com Parkinson e boa parte deles pode passar pela cirurgia. Mas o procedimento, segundo o médico, exige uma avaliação rigorosa.

O neurocirurgião afirma ainda que o tratamento é indicado para quem tem os sintomas da doença há mais de cinco anos.

Marcos Antônio Dias diz que o próximo passo é homologar a cirurgia junto às Secretarias de Saúde, estadual e municipal, para que o procedimento passe a ser rotina pelo SUS e beneficie mais pacientes.

Por Marcos Garrido

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