QUINTA, 14/03/2019, 19:46

Justiça Federal aceita denúncia contra Luiz Abi Antoun por organização criminosa e corrupção

Na denúncia feita pela Operação Integração do Ministério Público Federal, procuradores afirmam que Abi fugiu para o Líbano, mas advogado diz que ele viajou com autorização da justiça estadual.

O juiz Paulo Sérgio Ribeiro, da 23ª Vara Criminal Federal de Curitiba aceitou a denúncia por organização criminosa e corrupção passiva feita pela Operação Integração do Ministério Público Federal contra Luiz Abi Antoun. Na decisão, o magistrado aponta fortes indícios de materialidade e de autoria dos dois crimes.

Segundo o procurador da República Diogo Castor de Mattos, a denúncia foi apresentada separadamente porque Luiz Abi está fora do país desde setembro do ano passado. De acordo com o procurador, Luiz Abi fugiu, após um Habeas Corpus do Ministro Gilmar Mendes do STF, e não se tem notícias de onde ele está.

Segundo as investigações do Ministério Público Federal, o primo do ex-governador Beto Richa recebeu propinas como se fossem doações oficiais, simulando a prestação de serviços ao comitê de campanha do então candidato, por meio de uma empresa da qual era sócio.

Ainda de acordo com a denúncia, uma empresa de Abi Antoun recebeu em 2014 mais de R$ 640 mil para locação de equipamentos, que acabaram não alugados. Foram identificados ainda, segundo os procuradores, depósitos para outra empresa ligada a ele, notas fiscais frias para justificar os débitos e transações suspeitas.

Segundo o procurador, Luiz Abi seria uma espécie de arrecadador central das propinas recebidas pelo ex-governador.

O advogado Anderson Mariano, diz que Luiz Abi Antoun está tranquilo e vai provar sua inocência nos Tribunais. O advogado afirma o cliente dele não fugiu e a justiça estadual sabe que ele está no Líbano. Mariano diz ainda que a viagem foi autorizada pelo juiz Juliano Nanuncio, responsável pelas Operações Publicano e Voldemort.

A defesa de Beto Richa nega o envolvimento do ex-governador em qualquer irregularidade.

Por Marcos Garrido

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