Londrina amplia soltura de mosquitos com bactéria para combater a dengue
Tecnologia deve alcançar 90% do município, mas Vigilância Ambiental reforça que eliminar água parada e receber os agentes de endemias continua sendo fundamental para evitar a doença
A soltura de mosquitos com a bactéria Wolbachia será ampliada em Londrina e deve alcançar cerca de 90% do município. Segundo o gerente da Vigilância Ambiental, Nino Ribas, a tecnologia ajuda a reduzir a transmissão da dengue, mas não substitui os cuidados da população para eliminar possíveis criadouros do Aedes aegypti.
A bactéria impede que o vírus da dengue se multiplique no organismo do mosquito fêmea, reduzindo a possibilidade de transmissão para outras pessoas. Em 2024 e 2025, a tecnologia já havia sido aplicada em cerca de 60% do território londrinense. Agora, a estratégia será ampliada para aumentar a proteção da população.
O gerente também ressalta a importância de receber os agentes nas residências. Além de identificar possíveis focos do mosquito, os profissionais orientam os moradores e compartilham informações sobre a situação da dengue em cada região. Como o município tem quase 300 mil imóveis nas áreas urbana e rural, a colaboração da comunidade é essencial para ampliar o alcance das ações.
Apesar da redução dos casos nos últimos dois anos, a Vigilância Ambiental mantém o alerta para a possibilidade de aumento da doença em 2027. Um dos fatores de preocupação é a possível maior circulação do sorotipo 3 do vírus da dengue, diante da menor exposição da população local a essa variante. Com menos pessoas imunes, há risco de aumento das infecções e de casos graves.
Segundo Ribas, as equipes continuam atuando nas ruas, com atenção especial a locais que favorecem a proliferação do mosquito e a regiões com casos notificados e confirmados. Ele reforça que a queda nos indicadores não deve levar à redução dos cuidados e que o combate à dengue depende da atuação conjunta do poder público e dos moradores.