QUARTA, 02/04/2025, 18:45

Londrina confirma 181 novos casos de dengue

Em 2025, foram registrados 8.196 notificações, 1.151 diagnósticos confirmados e nenhuma morte provocada pela doença

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) divulgou, nesta quarta-feira (2), o novo boletim epidemiológico da dengue em Londrina. O levantamento atualizado apontou que, desde o dia 1° de janeiro, a cidade registrou 8.196 notificações, das quais 1.151 foram confirmadas para dengue e outras 4.543 foram descartadas. Ainda estão em andamento 2.502 casos, que seguem em análise, e a cidade não possui óbitos provocados pela doença.

Em relação à chikungunya, que assim como a dengue e o zika vírus também é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o boletim indicou um novo caso suspeito. Dessa forma, são quatro notificações desde o começo do ano, sendo um caso confirmado, de origem importada, um descartado e dois que estão em análise.

Conforme o boletim epidemiológico, o número de casos de dengue continua crescendo na cidade. Entre as notificações, o aumento de 1.141 casos (de 7.055 para 8.196), corresponde a um crescimento de 16,2%. Já sobre os casos confirmados, o aumento foi ligeiramente maior, 18,6%, com um acréscimo de 181 casos positivos em relação ao boletim anterior.

Segundo o gerente de Vigilância Ambiental da SMS, Nino Ribas, os dados mostram uma elevação expressiva dos casos de dengue, sugerindo um possível crescimento contínuo da doença.

Em relação às localidades com maior incidência de casos suspeitos de dengue, o relatório da SMS indica que nove bairros e um distrito estão com números crescentes ou elevados. Houve queda em relação às localidades indicadas no relatório da semana passada, que apontou onze bairros e um distrito.

Nos últimos dias, as notificações tiveram crescimento principalmente nos jardins Bandeirantes e Tókio (região oeste); Piza, Itapoã, União da Vitória e Jamile Dequech (sul); Vivi Xavier e Campos Verdes (norte). No distrito de Maravilha e no Panissa, a incidência de casos é classificada como elevada.

Para conter o surgimento dos novos casos, é primordial combater o mosquito, o vetor da doença. Dessa forma, todos os londrinenses precisam checar, rotineiramente, seus imóveis, sejam residenciais ou comerciais, para eliminar objetos ou locais que acumulam água e podem ser utilizados pelo Aedes para proliferar. Vasos de planta, ralos, caixas d’água e cisternas são alguns exemplos de possíveis criadouros que devem ser mantidos limpos e devidamente protegidos.

Por João Gabriel Rodrigues

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