QUINTA, 07/05/2020, 19:10

Observatório de Gestão Pública de Londrina questiona valores de locação de novos radares na cidade

São mais de R$ 7,2 milhões para operação em mais de 60 pontos.

Na última reunião do Observatório de Gestão Pública de Londrina foi abordada a situação dos novos radares de fiscalização de trânsito na cidade.

A previsão inicial pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização era gastar mais de R$ 8,6 milhões para alugar mais de 60 equipamentos que ficaram em diversos pontos. Mas o certame foi fechado em R$ 7,2 milhões.

A pauta da reunião do Observatório levou o órgão a questionar a CMTU.

Entre os questionamentos estão: Por que optou-se pela tecnologia não intrusiva, que tem menor concorrência no mercado? Qual o estudo técnico que resultou no número de câmeras necessárias para o serviço? Qual o resultado que a implantação deste sistema pretende trazer à segurança do município? A CMTU não possui capacidade para realizar o serviço? Por quê?

As informações foram publicadas nas redes sociais do OGPL. O órgão, segundo a assessoria de imprensa, ainda não havia recebido a resposta da CMTU até o fim da tarde desta quinta-feira.

Nossa reportagem procurou a CMTU, e por meio da assessoria de imprensa recebemos as respostas por meio de nota:

“A escolha pela tecnologia se deu por fatores técnicos de eficiência, bem como pela facilidade de instalação dos equipamentos levando em conta a preservação da integridade do pavimento asfáltico das vias públicas; maior eficiência na detecção da velocidade de motocicletas que trafegam próximas ao meio fio ou entre as faixas, inibindo acidentes que ceifam vidas ou causam lesões graves.

A Companhia realizou estudo técnico, anexo ao edital de licitação, que considerou os locais com elevados índices de acidentes de trânsito, inclusive com mortes, de modo que os equipamentos serão um importante mecanismo de auxílio de redução de ocorrências.

Londrina está adquirindo um avançado sistema de monitoramento das vias, que envolve fiscalização de velocidade, de avanço de semáforo, parada sobre a faixa, videomonitoramento, Centro de Controle Operacional e softwares para gerir todo o sistema, perfazendo uma rede com 105 locais de monitoramento de trânsito em todas as regiões da cidade. Isto permitirá visualizar em tempo real as condições das vias, identificando e agindo em situações de risco, veículos quebrados, acidentes de trânsito, congestionamentos e calamidades públicas.

A contratação da locação dos aparelhos, software e consequente manutenção e instalação por meio de empresa terceirizada tem se constituído na forma mais eficiente de prestação de serviço de tal natureza, já que proporciona a tecnologia mais moderna e atual, além de possibilitar maior rapidez na manutenção dos aparelhos no decorrer dos anos. É a maneira praticada pelos maiores municípios atualmente.”

Por Bruno Carraro

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