Piracema termina com R$ 169 mil em multas e 222 kg de peixes apreendidos no Paraná
Balanço do IAT revela impacto das seis forças-tarefa realizadas em 41 municípios; mais de 19 mil metros de redes ilegais foram retirados dos rios
O Instituto Água e Terra (IAT) apresentou nesta quarta-feira (4) o balanço final das fiscalizações realizadas durante o período de defeso da Piracema, entre novembro e fevereiro. As ações de combate à pesca ilegal resultaram na aplicação de R$ 169.262,00 em multas e na emissão de 20 autos de infração ambiental.
Durante os quatro meses de restrição fase destinada à reprodução de espécies nativas equipes do órgão percorreram 17 rios e reservatórios em 41 municípios do Paraná. Ao todo, 554 embarcações foram abordadas para verificação de licenças e equipamentos.
Os números refletem o rigor da fiscalização: ao todo, foram apreendidos quase 20 quilômetros de redes de pesca (19.510 metros) e 222 quilos de peixes capturados ilegalmente. O inventário do IAT inclui ainda 2.150 metros de corda com espinhel, 452 anzóis de galho e 429 varas e caniços. Equipamentos de suporte à pesca predatória, como motores de popa, baterias e estilingues com fisgas de aço, também foram retirados de circulação durante as operações.
De acordo com o coordenador de Fiscalização das Operações de Força-Tarefa, Antônio Carlos Moreto, o resultado foi considerado positivo.
Embora a pesca esteja liberada desde 1º de março, o gerente de Monitoramento e Fiscalização do Instituto, Álvaro César de Goes, reforça que a fiscalização permanece ativa. A Portaria nº 650/2025 estabelece limites de cota e regras para transporte de pescado por pescadores amadores e profissionais.
No Paraná, o descumprimento das normas ambientais pode gerar multas a partir de R$ 1,2 mil por pescador, com acréscimo de R$ 100 por equipamento proibido e R$ 20 por quilo de peixe capturado de forma irregular.